SoftBank quer aumentar infraestrutura da operadora para fortalecer concorrência, mas tentativas de aquisições tem sido frustradas. CEO do banco, porém, diz haver conversas entre as empresas.
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De acordo com fontes da agência de notícias Bloomberg, a Sprint e a Deutsche Telekom, dona da T-Mobile, vem um benefício mútuo na fusão. Mesmo combinadas, as duas empresas terão menos usuários que as duas maiores operadoras dos Estados Unidos (AT&T e Verizon), mas sua capacidade de cobertura seria expandida de forma que fortalecerá na concorrência.
A estrutura do acordo é o ponto chave para as negociações. Ao invés de negociar uma aquisição definitiva, Son gostaria de formar um novo conglomerado com a participação da Sprint e de um parceiro na integração, segundo o New York Times.
Este foi o modelo apresentado na tentativa de fusão com a Charter, apesar do valor de mercado da Sprint (de US$ 34 bilhões), ser apenas um terço da Charter. Por sua vez, a Charter disse que o negócio não era interessante e rejeitou a proposta. A SoftBank ainda abordou a Comcast, mas os resultados foram os mesmos.
Já com a T-Mobile, nem fontes da operadora e nem da Deutsche Telekom comentaram sobre conversas de fusão, o que não desanima Son. Para ele, os resultados financeiros da Sprint foram satisfatórios e ele acredita que a empresa pode seguir sozinha. “Mas para que cresça ainda mais, estamos considerando opções de consolidação múltipla. As negociações estão em andamento e devemos chegar a uma decisão em breve”, diz.
Em 2013, a SoftBank assumiu o controle da Sprint em um momento em que a operadora lutava para aumentar sua rentabilidade e assumia algumas dívidas, que devem ser pagas em breve. Mesmo assim, a Sprint registrou lucro no último trimestre pela primeira vez em três anos, com o valor de US$ 206 milhões, o que também ajudou a SoftBank a superar os resultados esperados em seu próprio balanço.