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Downtime abre espaço para a oferta de serviços gerenciados

foto: iStck

A crescente dependência das empresas de aplicações em nuvem, inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) e plataformas digitais está transformando a conectividade em um serviço estratégico e ampliando as oportunidades de negócios para provedores regionais e empresas de infraestrutura de telecomunicações.

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Segundo estudo da Splunk, empresa da Cisco, realizado em parceria com a Oxford Economics, as interrupções não planejadas de serviços digitais geram perdas de aproximadamente US$ 600 bilhões por ano em todo o mundo. Apenas as duas mil maiores empresas de capital aberto acumulam prejuízos médios de US$ 300 milhões anuais decorrentes de falhas operacionais e indisponibilidade de sistemas.

O cenário reforça uma mudança no mercado corporativo: além da entrega de acesso à internet, cresce a demanda por serviços de alta disponibilidade, redundância de enlaces, monitoramento contínuo, segurança cibernética e acordos de nível de serviço (SLAs) mais rigorosos.

Para provedores regionais, essa transformação representa uma oportunidade para ampliar o portfólio com serviços gerenciados voltados ao segmento empresarial. À medida que aplicações críticas passam a depender de conectividade ininterrupta, empresas buscam parceiros capazes de garantir continuidade operacional e resposta rápida a incidentes.

Os indicadores do mercado brasileiro acompanham esse movimento. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que o país encerrou 2025 com cerca de 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa, sendo a fibra óptica responsável por aproximadamente 79% das conexões. A expansão da infraestrutura cria condições para que provedores avancem em ofertas de maior valor agregado voltadas ao mercado corporativo.

A tendência deve se intensificar com a adoção de inteligência artificial. Levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), realizado em parceria com a IDC, mostra que 96% das médias e grandes empresas brasileiras já utilizam ou planejam utilizar IA em seus processos. Essas aplicações elevam a exigência por redes de baixa latência, alta disponibilidade e maior capacidade de transporte de dados.

Na avaliação da Net Turbo Telecom, a infraestrutura de telecomunicações deixou de ser apenas um componente de suporte para se tornar parte da estratégia de continuidade dos negócios. Segundo Eduardo Garcia, fundador e diretor de Novos Negócios da empresa, a indisponibilidade da conectividade pode comprometer operações, produtividade, relacionamento com clientes e receitas.

Além da expansão da fibra, o avanço da digitalização cria espaço para provedores ampliarem receitas com soluções como redundância de links, proteção contra ataques cibernéticos, monitoramento proativo da rede e gestão de ambientes críticos. Com a conectividade assumindo papel central na operação das empresas, cresce a tendência de contratação de serviços especializados capazes de garantir disponibilidade e desempenho para aplicações corporativas.

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