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Em evento da Huawei, palestrantes destacam papel das TIC para fortalecer economia do Brasil

Especialistas defendem que o investimento em tecnologia reflete na melhora de índices econômicos, como o PIB.

A Huawei promoveu ontem (16/3), em São Paulo, seu Latin America Innovation Day, evento voltado para o debate sobre o papel das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no desenvolvimento social e econômico do Brasil. Com a participação de diversos políticos do atual governo brasileiro e de representantes de entidades do setor, além de executivos da própria Huawei.

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Abrindo os debates, Jorge Arbache, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG), destacou que o governo reconhece a necessidade de investir mais em infraestrutura, principalmente na banda larga. “O Brasil investe menos de 2% do PIB em infraestrutura básica”, diz, complementando que os últimos anos tem mostrado que as infraestruturas digitais são importantes para o País se integrar ao mercado global.

“A produtividade tem crescido menos do que deveria, enquanto os serviços públicos deixam de evoluir. Podemos correr o risco de ficar fora do 5G e da Indústria 4.0”, avisa. Por isso, ele considera que o Brasil surge como um mercado importante para a Huawei, assim como a empresa chinesa é necessária para o País.

E investir em TIC é justamente o que os analistas recomendam para o governo. Os gargalos vistos na produtividade brasileira, assim como o desenvolvimento econômico, podem ser levados para cima a partir das tecnologias inovadoras, diz Robert Atkinson, presidente da Fundação de Tecnologia da Informação e Inovação (ITIF). Para isso, ele afirma que o Brasil precisa reduzir impostos em áreas específicas, como o 5G e o desenvolvimento de rede, e tomar cuidado com a regularização excessiva das empresas.

Na mesma linha sugere Marcio Zanetti, country leader brasileiro do Economist Intelligence Unit (EIU). Segundo ele, entre a TIC é a saída para a redução do custo-brasil e a resposta para melhorar a economia nacional, em queda devido ao preço das commodities. “É possível subir até 0,7 pontos no PIB a partir da produtividade em um período de três anos”, diz. “Ao longo de dez a quinze anos, chega-se a 2 pontos.”

André Borges, secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), afirma que o trabalho da sua pasta é justamente levar a banda larga e tentar diminuir as dificuldades salientadas por Arbache. Segundo ele, o programa Internet para Todos é resultado da preocupação do MCTIC com o tema. “A inovação é o que tem melhorado os índices globais do Brasil no Fórum Mundial do Desenvolvimento, que vinham em queda nos últimos relatórios”, lembra.

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