Apesar do mito, iOS está exposto a vírus e falhas de segurança, diz executivo da PSafe.
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O executivo informa que há ataques documentados contra o iOS 7.x e a versões anteriores, muitos deles ainda válidos e ocorrendo hoje. A mais recente descoberta do investigador de segurança Jonathan Zdziarski é particularmente perigosa, por se tratar de uma brecha intencional criada pela própria Apple. Ferramentas complexas dentro do iOS fazem com que a companhia tenha acesso a dados de qualquer usuário, como textos de mensagens SMS, fotos, vídeos, contatos do gadget, gravações de áudio etc.
De acordo com o investigador, a Apple vem mantendo e aperfeiçoando a brecha nas sucessivas versões do sistema operacional, inclusive na do iOS 7. Em tempos de espionagem, ela permite que os aparelhos estejam completamente expostos. Invasores, como a agência norte-americana NSA, podem, inclusive, instalar qualquer aplicativo malicioso para monitorar e controlar o dispositivo.
Em sua defesa, a Apple argumenta que projetou o sistema para que as funções de diagnóstico não comprometessem a privacidade do usuário, “mas que elas ainda forneçam as informações necessárias para os departamentos de TI e desenvolvedores da própria companhia”. A empresa garantiu que jamais trabalhou com qualquer agência de espionagem governamental para criar brechas intencionais no sistema.
Falhas de segurança do iOS abrem privacidade do usuário
Segundo a PSafe, em março, outra brecha encontrada permitiu que invasores acessassem o núcleo (kernel) do iOS. O pesquisador Tarjei Mandt, responsável pela descoberta, afirmou: “Basta que alguém saiba como burlar o sistema que conseguirá, facilmente, acessar todos os dados do cliente”. O erro acontece no sistema PRNG, responsável por gerar sequências de números aleatórias e não repeti-las. O que o pesquisador descobriu é que o sistema usado no iOS 7.1 estava repetindo as sequências.
A empresa informa que um mês antes, outra falha grave fez com que a Apple lançasse uma atualização do iOS na época. Ela ocorreu no protocolo SSL, cujo objetivo é assegurar que dados transferidos entre navegador e servidor sejam criptografados. Quando o protocolo está ativo, o usuário vê um ícone em forma de cadeado, utilizado, sobretudo, em sites de compras virtuais e de bancos. O problema, no caso, era que o SSL não checava se o código para desencriptar estava correto. Por isso, qualquer pessoa poderia ter acesso às informações.
Outra brecha encontrada recentemente no iOS 7 e 7.1 fazia com que uma pessoa conseguisse passar pela tela de bloqueio do iPhone e acessar o último aplicativo deixado aberto no aparelho. Isso acontece quando o usuário tem uma ligação perdida. A pessoa então precisa acessar a Central de Controle e habilitar o Modo Avião. Em seguida, ela toca na ligação perdida e, assim, tem acesso livre ao último aplicativo aberto.
O PSafe Total é capaz de melhorar a proteção dos aparelhos Apple, segundo Marco DeMello. “Ele é um sistema de segurança completo, que contempla muito mais do que vírus tradicionais. Faz, por exemplo, monitoramento de cada URL clicada pelo usuário, de toda rede wi-fi que o usuário se conecte, do comportamento de cada aplicativo sendo executado etc. Tudo isso vai além do conceito tradicional de antivírus. E faz parte do PSafe Total”.