A Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), em junho de 2023, consolidou a legislação esportiva do Brasil e trouxe mais garantias trabalhistas e previdenciárias para atletas profissionais de diferentes modalidades. A nova legislação também trouxe a obrigação de que estádios com capacidade maior do que 20 mil pessoas deverão implementar o acesso de torcedores por reconhecimento facial a partir de junho de 2025.
A medida tem potencial para triplicar o faturamento da Bepass, uma das principais fornecedoras de tecnologia de reconhecimento facial para as arenas de futebol. “A Bepass projeta saltar de R$ 9 milhões de faturamento em 2024 para R$ 30 milhões em 2025”, afirma Ricardo Cadar, fundador da Bepass.
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Ele diz que vários clubes da Série A do Campeonato Brasileiro já se adequaram à legislação, como Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Fluminense e Grêmio. A questão é que o potencial dessa tecnologia vai além do futebol, já que as arenas são locais que abrigam não apenas partidas de futebol, mas também shows e eventos.
“A implantação do acesso por biometria traz outros vários benefícios, como combate ao cambismo e aos ingressos falsos, agilidade na entrada, segurança e uma maior comodidade ao torcedor. Por conta disso, o mercado deve crescer exponencialmente e vamos mirar a internacionalização de nossos serviços para Estados Unidos, México e América Latina.”
Reconhecimento facial já ajudou na resolução de crimes
Cadar lembra que um dos maiores cases em relação a utilização do sistema é o Allianz Parque. Em pouco mais de dois anos e meio de parceria, já são mais de 1 milhão de torcedores cadastrados no sistema.
Além disso, o local é conhecido por sua segurança. “O uso da biometria com o programa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), em parceria com o Palmeiras, por exemplo, resultou na prisão de 200 pessoas em partidas disputadas no local e também contribui para acabar com o cambismo durante as partidas.”
Outro exemplo é o Maracanã com mais de 730 mil torcedores cadastrados e com expectativa de bater 1 milhão até junho, somente no Flamengo. “Mas também temos Nilton Santos (Botafogo), Vila Belmiro (Santos), Arena do Grêmio, Arena das Dunas e Arena Fonte Nova.
Como está a adoção de reconhecimento facial nos clubes
Boa parte dos clubes da Série A já adotaram o reconhecimento facial, entre eles:
- Palmeiras
- Vasco da Gama
- Flamengo
- Fluminense
- Botafogo
- Atlético Mineiro
- Grêmio
- Sport Recife
- Bahia
- Santos
Outros clubes estão testando o sistema e prometem lançá-lo até o prazo da lei:
- Internacional
- Fortaleza
- Ceará
- Corinthians
- São Paulo
Segundo Ricardo Cadar, os estádios não armazenam as imagens. No caso de seus clientes, é a Bepass que faz o armazenamento e tratamento dos dados dos torcedores. O custo depende da quantidade de torcedores presentes ao estádio e ao investimento que a Bepass faz na implantação da solução.
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