Fones de ouvido seriam alternativa segura, diz SIG.
Preocupado com os riscos de câncer que os celulares podem causar? Use Bluetooth. É o que sugere o Grupo de Interesses Especiais em Bluetooth (SIG, na sigla em inglês). Em um post no blog oficial do grupo, o diretor executivo Mike Foley elogiou a tecnologia no combate aos riscos de câncer no cérebro, permitindo aos usuários conversar em seus aparelhos à distância, em vez de mantê-los em contato direto com a cabeça.
Segundo Foley, os headsets com Bluetooth transmitem cerca de um milésimo do sinal enviado pela maioria dos telefones, já que “um fone de ouvido tem que enviar informações a poucos metros do seu ouvido para o telefone, mas torres de telefonia celular estão quilômetros mais distantes”. Foley reconheceu que o vínculo entre celulares e câncer “ainda é em grande parte desconhecido”, mas ele acha que “se houver algum risco, a maioria vai comprar um fone de ouvido sem fio.”
A promoção que Foley está fazendo do Bluetooth como uma maneira mais segura de falar em telefones celulares vem logo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar um relatório afirmando que o uso regular destes dispositivos “pode aumentar” o risco de glioma, uma forma maligna de câncer no cérebro. Christopher Wild, diretor da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer, disse que tecnologias que deixem as mãos livres, como o Bluetooth, poderiam ajudar a proteger os usuários do risco.
“Dadas as consequências potenciais para a saúde pública, é importante que pesquisas adicionais sejam realizadas em longo prazo, com heavy users de telefones celulares”, disse Wild. “Enquanto se aguarda a disponibilização de tais informações, é importante tomar medidas pragmáticas para reduzir a exposição.”
O Bluetooth é uma especificação de baixo consumo energético sem fio comumente usada para sincronização de dispositivos móveis com fones de ouvido ou outros dispositivos sem fio. O Bluetooth também surgiu como uma tecnologia-chave no mercado de tablets, com empresas como a RIM e o Google adicionando suporte à tecnologia em seus sistemas operacionais.
Nos últimos anos, a SIG aperfeiçoou ainda mais a tecnologia para habilitá-la em dispositivos que usam menos energia que celulares ou computadores pessoais, como relógios e monitores cardíacos.
* com agências internacionais