Em um momento onde as incertezas da economia mundial se transformaram nas grandes preocupações da maioria das empresas, as ações de Inteligência de Mercado acabaram se tornando a grande aposta das organizações para auxiliá-las nas tomadas de decisão. Isto é o que mostra a pesquisa “Panorama da Aplicação da Inteligência de Mercado no Brasil – Cenário 2008′ , realizada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado – Ibramerc, entidade pertencente à Federação Brasileira de Desenvolvimento Corporativo – Febracorp.
Realizada com 132 empresas, sendo 55% pertencentes ao mercado nacional, um dos principais resultados da pesquisa está relacionado ao aumento destas iniciativas nas empresas. Em 2007, 72% das organizações realizavam ações de IM. Já em 2008, este índice subiu para 83%. “Iniciativas de Inteligência de Mercado estão ficando cada vez mais comuns entre as empresas, o que demonstra um claro amadurecimento do mercado”, explica Robson Alberoni, presidente do Ibramerc.
Outro ponto que merece atenção está relacionado à previsão de investimento na atividade nos próximos cinco anos. De acordo com os entrevistados, 37% das empresas terão um aumento significativo nos investimentos da área, ficando atrás dos 48% que responderam que haverá um aumento moderado. Apenas 13% responderam que os investimentos se manterão iguais.
A análise também apontou que 35% das ações de Inteligência de Mercado estão focadas nos clientes, seguido por 23% nas tendências de mercado, e 22% nos concorrentes. Os 18% restantes se dividem com ações focalizadas em supply chain, produtos substitutos, tendências macro ambientais, políticas governamentais, fornecedores ou outras atividades.
Outro dado interessante se refere à média do número de funcionários alocados para o exercício da atividade, que gira entre quatro e cinco pessoas. De acordo com Alberoni, “a média apontada na pesquisa consolida o processo de crescimento da área de IM nas empresas e mostra a necessidade de termos profissionais bem preparados para executarem as tarefas de IM com supremacia”.