Startups de impacto são empresas novas que unem temas essenciais da atualidade, como o cuidado com questões sociais, ambientais e tecnologia. Com o objetivo de mapear como essas empresas estão atuando na América Latina, a Fundação Dom Cabral (FDC) liderou uma pesquisa para investigar o comportamento do empreendedorismo de impacto no Brasil e no restante da América Latina, com apoio do Hub Innovation Latam, chegando a criar o Selo ilmpact para reconhecer as melhores práticas geradoras de impacto positivo.
Nesta jornada, buscou entender de que maneira a Agenda 2030, da ONU, e as ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estão conectadas às startups com modelos de negócios de impacto na região. Apesar do impacto que geram, os empreendedores com o perfil do levantamento realizado ainda enfrentam diversos desafios, como a falta de recursos de fomento, além da dificuldade de mensuração do impacto e a necessidade de desenvolvimento de gestão.
A FDC aponta que, infelizmente, a grande maioria das startups não conta com recursos vindos de agentes externos. Confira os principais destaques do estudo:
Agritechs: as startups voltadas para o agronegócio demonstraram compromisso com a eficiência e a sustentabilidade, com 86% delas desenvolvendo métodos para reduzir o desperdício de alimentos e recursos naturais. Além disso, uma parcela significativa dessas empresas trabalha em estreita colaboração com pequenos produtores, fortalecendo a economia local e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
Greentechs: são empresas com foco na preservação ambiental. Cerca de 86% adotam medidas urgentes para combater as alterações climáticas e seus impactos. A maioria está sediada no Brasil, sendo que as empresas estão distribuídas estrategicamente pelas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte.
Edutechs: este setor reúne empresas com modelos de negócio diversos, com foco em ensino de idiomas, formação técnica, ensino de programação, educação financeira, suporte à educação básica e parcerias com o terceiro setor. O desafio principal para as edutechs é prover infraestrutura, recursos tecnológicos e ensino para comunidades menos favorecidas. Ainda sim, cerca de 25% das empresas faturam acima de R$ 500 mil anuais e 50% entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.
Socialtechs: comprometidas com a redução das desigualdades, se concentram no desenvolvimento econômico de famílias vulneráveis, acesso à saúde e alimentação, melhorias habitacionais, inclusão de imigrantes e igualdade de gênero. De cada 10 socialtechs na América Latina, 6 estão no Brasil. Cerca de 45% dos modelos de negócio têm como principais clientes as pequenas empresas, atuando em centros urbanos como São Paulo, Belo Horizonte e Recife.
Energytechs: são startups com soluções tecnológicas que visam promover a mudança da matriz energética, assim como otimização, eficiência e economia dos recursos energéticos, buscando a sustentabilidade e a diminuição de combustíveis fósseis. O seu boom de criação foi entre os anos 2017 e 2021 e 65% das empresas têm como foco proteger o planeta para que ele possa sustentar as necessidades da geração presente e futura.
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