Novas leis devem agilizar processo de profissionalização de pilotos.

Utilização de drones será restrito em 300 cidades no Brasil
Agora, o piloto do drone não precisa de uma licença de piloto para comandar o aparelho — documento exigido anteriormente pelo órgão. Basta ter 16 anos para fazer alguns testes de conhecimentos aeronáuticos e receber um certificado de piloto remoto. Em tese, as empresas passarão a ter menos dificuldade para achar pessoal capacitado para a tarefa.
Entretanto, algumas regras vão dificultar o uso comercial de drones. Em primeiro lugar, o dispositivo voador tem que permanecer, o tempo todo, no campo visual do piloto. Ou seja: a pessoa tem que acompanhar a entrega durante todo o percurso, que – também de acordo com as novas regras – precisa ser feita durante o dia. Se o drone tiver luzes e alertas visuais, a entrega poderá ser feita à noite.
Além disso, drones não podem voar sobre pessoas que não estão participando diretamente da operação ou, ainda, ficar acima de 122 metros do solo ou voar em velocidade igual ou superior a 160 Km/h.
Opções. As empresas podem solicitar a “renúncia” da maioria das restrições operacionais, desde que elas possam provar que a sua proposta seja segura. Este processo deverá ajudar reguladores a entender como empresas querem utilizar drones para além destes regulamentos iniciais e limitados. Isso poderia um dia conduzir a regras para operações com drones mais complexos, tais como os propostos pela Amazon ou o Google.
“O novo conjunto de regras apenas padroniza o processo de isenção e diminui a barreira de entrada”, disse o pesquisador de drones, Arthur Holland Michel, para o jornal Los Angeles Times.