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Expectativa é de aumento do SD-WAN nas empresas brasileiras, diz especialista

Larisse Góis, da Logicalis, diz que a tecnologia já é realidade no Brasil e comenta sobre casos de uso da tecnologia.

A IDC Brasil revelou, no mês passado, que o SD-WAN tem ganhado relevância no mercado nacional e, complementando o estudo, a gerente da área de Redes da Logicalis, Larisse Góis, afirma que a tecnologia já é uma realidade e que a tendência é que seu uso aumente ao longo do ano. A especialista traz exemplos de casos de sucesso e explica qual a estratégia de mercado para popularizar mais a automação na rede, principalmente para as operadoras.

De acordo com Larisse, cada fabricante tem sua própria solução de SD-WAN com diferentes ferramentas, mas todas seguem os pilares do Gartner que a definem. A principal característica é o balanceamento e aceleração de tráfego, além de segurança, visibilidade e automação.

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A partir desses atributos, é possível definir quais aplicações recebem mais ou menos banda de Internet. No caso de uso mais comum, é possível deixar um link MPLS apenas para as aplicações mais críticas, enquanto o acesso à Internet é direcionado para a banda larga comum. Com isso, a redução de custo era o benefício direto do SD-WAN, já que se elimina o contrato de um MPLS redundante.

Mas Larisse explica que a redução de custo não deve ser o mote do uso da tecnologia. Segundo ela, a possibilidade de habilitar a transformação digital deve ser o principal argumento de compra e venda. “O SD-WAN garante a disponibilidade e flexibilidade e distribui a banda para a inovação. Um varejista, por exemplo, pode dedicar um link exclusivo para o uso do Wi-Fi nas lojas e dá análise de dados para o Business Intelligence (BI)”, diz.

Um cliente da Logicalis, por exemplo, sofria com a precariedade de acesso à Internet em suas filiais nas regiões Centro-Oeste e Norte. A empresa dependia de pequenos provedores, conexões satelitais e 4G e viu seu projeto de atualização do ERP para um SAP ameaçado pela falta de qualidade de banda. “A partir do SD-WAN, o cliente conseguiu utilizar o melhor da rede, destacando a conexão do SAP para o melhor link disponível em cada momento”, explica Larisse.

Por outro lado, essa automação impacta diretamente o mercado de telecomunicações, já que as empresas se tornam menos reféns das operadoras. “As teles sentem a perda de receita com seus links”, afirma a gerente. Por isso, elas estão passando para uma estratégia de oferecer o SD-WAN, fugindo da “commodity” dos dados e partindo para um serviço que traz valor ao cliente. “Para a operadora é mais fácil oferecer o serviço e já fazem essa atualização automaticamente. As principais teles do Brasil já estão se preparando para isso”, encerra Larisse.

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