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Faculdade conecta sala de aula e registra ganho de 68% no desempenho de nossos alunos

Na IBTA professores e alunos fazem pesquisas, assistem vídeos na internet e aplicam jogos de empreendedorismo durante a aula.

O Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada (IBTA), instituição de ensino superior do Estado de São Paulo, apostou em uma nova infraestrutura de rede para mudar a forma como as aulas são ministradas em seus campi. Com base na nova estratégia de educação do Grupo CETEC Educacional, do qual o IBTA faz parte, a universidade adotou soluções Cisco para garantir disponibilidade de rede e oferecer WiFi a todos os alunos e professores.

Mercado de WiFi encolhe no quarto trimestre, mas fecha com resultados positivos em 2016

O IBTA acredita que o uso de tecnologia na sala de aula é essencial para se adequar ao novo perfil de alunos, mais conectados e adeptos aos dispositivos móveis. A partir da conexão WiFi, professores podem oferecer aulas mais interativas com acesso a sites, vídeos na internet e até mesmo jogos de empreendedorismo. Já o aluno pode contar com aplicativos próprios da faculdade para compartilhar ou acessar o conteúdo das matérias via dispositivo móvel.

Para o gerente de TI do IBTA, Marcos Sanchez, as vantagens de uma rede WiFi de qualidade são inúmeras para os alunos. “Impactados diretamente pelo aumento do volume de material didático disponível e pela aula diferenciada, vimos um aumento de 68% no desempenho de nossos alunos em sala de aula”, afirma o executivo.

E se a conectividade é necessária nos cursos presenciais, ela se faz essencial no modelo de ensino a distância (EaD), cursos que compõem 20% da grade curricular do IBTA. “Com a nossa rede, o aluno pode estudar as matérias online na própria faculdade, oferecendo maior comodidade para quem não possui internet de qualidade em casa”, explica Sanchez.

O projeto

O IBTA já contava com infraestrutura de rede WiFi em seus campi antes dos equipamentos Cisco, mas, segundo Sanchez, era algo muito limitado. Além disso, a rede da universidade sofria com quedas quase todos os dias.

“O projeto não foi apenas implantar WiFi, mas também melhorar a disponibilidade de rede”, diz Fabio de Souza, diretor da InfraPrime, parceira da Cisco responsável pela integração do projeto.

Conforme explica Sanchez, do IBTA, o projeto da rede WiFi no campus do IBTA Paulista, em São Paulo, aconteceu entre julho e dezembro de 2015. Em seguida, foi a vez da ETEP Esplanada, faculdade instalada em São José dos Campos, e mais uma unidade do Grupo CETEC; e do campus do IBTA na mesma cidade.

Foram instalados 69 access points (AP 1700), divididos nos três campi, mais os switches 2960XR e 2960CR e um Wireless Controller 5520.

Um dos diferenciais do projeto foi a inclusão de licenças de Cisco One, modelo no qual a aquisição de licenças de software e hardware pode ser feita em um único pacote, resultando em melhor custo benefício para o cliente.

“A solução como um todo melhorou a performance da nossa rede. Havia incidentes diários, o que nos causou ansiedade para mudar logo de solução”, desabafa Sanchez. De acordo com ele, agora são poucos incidentes e nenhum deles está ligado a equipamentos.

A perspectiva é levar essa infraestrutura para os outros três campi do Grupo ainda em 2017. Além disso, o IBTA pretende implantar mais aplicativos de serviços para os alunos, como abrir chamadas e realizar pesquisas de satisfação. O planejamento deve começar assim que o orçamento do ano for definido.

“A rede é escalável e está pronta para a expansão”, lembra Souza. “A escolha pela controladora 5520 foi justamente por sua capacidade de suportar até 20 mil acessos simultâneos”, diz o diretor da InfraPrime. O número é o mesmo do total de alunos que o Grupo possui atualmente e, caso esse volume aumente, será necessário apenas adicionar uma nova controladora ao data center. “O projeto foi planejado para ter vida útil de cinco anos”, lembra Souza.

 

 

WiFi conecta alunos à universidade

Mais do que prover conexão aos alunos, a rede wireless também assume perfil de analytics ao fornecer dados sobre o perfil do aluno à universidade. Por meio da conexão do estudante na rede – feita com as informações do Registro do Aluno (RA) em um portal integrado ao sistema da universidade -, o IBTA consegue monitorar o conteúdo acessado por cada estudante e o uso da conectividade dentro do campus.

Dessa forma, explica Sanchez, é possível, inclusive, prever se um aluno tem tendência a evadir o curso. “Analisando os índices de EaD e o acesso a redes sociais ou outros sites na sala de aula, é possível descobrir se o aluno se sente desmotivado com o curso e orientá-lo”, diz o gerente.

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