A nova rodada de licitação da faixa de 700 MHz no Brasil recoloca no centro da agenda a disputa por espectro entre grandes operadoras e provedores regionais. Conduzido pela Anatel, o processo atraiu oito interessados, refletindo o valor estratégico dessa frequência para a expansão da conectividade no país.
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Participam da concorrência operadoras de alcance nacional, como Claro, Telefônica Brasil e TIM Brasil, ao lado de empresas regionais em crescimento, como Brisanet, Unifique e MHNet. Também integram a lista grupos como Amazônia Serviços Digitais e IEZ! Telecom, reforçando o avanço dos ISPs na disputa por ativos de infraestrutura.
Ao todo, estão em jogo cinco lotes regionais compostos por blocos de 10+10 MHz, nas subfaixas de 708 MHz a 718 MHz e de 763 MHz a 773 MHz. A abertura das propostas econômicas, prevista para o fim de abril, deve definir como o espectro será distribuído entre os competidores.
Do ponto de vista técnico, a faixa de 700 MHz é considerada uma das mais eficientes para cobertura móvel. Seu alcance ampliado e maior capacidade de penetração em ambientes internos permitem reduzir custos de implantação e ampliar a oferta de serviços em regiões remotas, rodovias e áreas com baixa densidade populacional — um fator central para a estratégia de expansão do 4G no Brasil.
O modelo do leilão segue a lógica de priorização de investimentos em infraestrutura, e não apenas de arrecadação. A expectativa é que os compromissos assumidos pelas empresas vencedoras acelerem a cobertura em localidades ainda desconectadas, reforçando o papel do espectro como base para inclusão digital e desenvolvimento regional.
Nesse contexto, a presença mais robusta de provedores regionais no certame evidencia uma mudança gradual no equilíbrio do mercado. Ao disputar frequências com grandes teles, esses players ampliam sua capacidade de competir em serviços móveis e consolidam uma tendência de descentralização na oferta de conectividade no país.
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