Demora de apenas duas semanas para cibercriminosos adotarem exploit em ferramentas de ataque deixa muitos usuários em risco.
A vulnerabilidade, conhecida como CVE-2016-4117, foi descoberta no início do mês pelos pesquisadores de segurança da FireEye. Ela foi explorada ataques direcionados por meio de conteúdo Flash malicioso embutido em documento do Microsoft Office.
Quando o exploit foi descoberto, a vulnerabilidade ainda não estava solucionada, o que fez a Adobe liberar um alerta e um patch alguns dias depois.
Como normalmente acontece com exploits de dia zero, era apenas uma questão de tempo até que mais cibercriminosos colocassem suas mãos no código do exploit CVE-2016-4117 e começassem a usá-lo em ataques amplos.
No sábado, 21/05, um pesquisador de malware conhecido como Kafeine viu o exploit no Magnitude, um dos kits de exploit mais populares usados pelos cibercriminosos.
Ao contrário de grupos de ciberespionagem, os criadores e operadores de kits de exploit não se importam se os seus exploits são para vulnerabilidades já solucionadas. Isso porque contam com o fato de que muitos usuários não atualizam seus softwares com frequência.
No entanto, o fato dos hackers terem levado menos de duas semanas para descobrir o exploit e adicioná-lo às suas ferramentas, aumenta o número de vítimas em potencial com instalações vulneráveis do Flash Player. Por isso, é essencial que os usuários atualizem o software o mais rápido possível.