Membro do comitê de tecnologia da Febraban aponta três pilares desse investimento
Em 2022, os bancos gastaram R$ 34,9 bilhões em tecnologia e a expectativa é que o montante aumente para R$ 45,1 bilhões este ano, segundo pesquisa da Febraban. Rodrigo Mulinari, diretor de Tecnologia do Banco do Brasil e membro do Comitê de Inovação e Tecnologia da entidade, aponta que esse investimento é resultado direto da bancarização de brasileiros.
CONTEÚDO DIGITAL: Pesquisa Febraban: ATMs perdem relevância frente ao mobile banking
De acordo com ele, o maior acesso digital ao sistema financeiro, a bancarização de mais pessoas – sobretudo, a multibancarização, com clientes tendo contas em mais de um banco – faz com que as instituições financeiras tenham que investir mais em tecnologia para suportar a demanda. O setor bancário é, inclusive, o que mais investe em TI no Brasil.
São três pilares de tecnologia para suportar o cliente: nuvem, inteligência artificial (IA) e cibersegurança. A nuvem é quem permite aos bancos responder as demandas com agilidade. “Cerca de 80% dos bancos apostam no multicloud para atender essa demanda”, diz Mulinari.
Raphael Vilela Wahrendorff, superintendente nacional de Soluções de TI da Caixa Econômica Federal, afirma que a nuvem é fundamental para suportar pagamentos de programas sociais porque o crescimento da base é sazonal. Ele defende que há um desafio enorme para criar uma experiência que faça com que o cliente confie na plataforma e na empresa. “A tecnologia é fundamental para atingir esse ponto.”
A IA ajuda nesse processo porque está inserida em quase todos os pontos de contato com o cliente, desde a hora em que ele abre uma conta até as transações, garantindo a segurança de um pagamento junto com diversas outras solução de cibersegurança.
Falta de mão de obra de TI
Mulinari também lembra que 10% do quadro de funcionários em bancos atua em tecnologia e o desafio é como capacitar novos profissionais. Para ele, parte de quem já trabalha em banco precisa se requalificar em TI e isso tem que ser papel dos bancos. Além disso, o País precisa formar pessoas também e o setor tem como ajudar.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e Twitter.
