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Feninfra espera que Senado corrija impactos negativos da Reforma Tributária

Presidente da entidade defende que sejam feitos estudos mais apurados para que não ocorra aumento de impostos, que podem afetar empregabilidade 

A discussão da Reforma Tributária no Senado Federal ainda não começou e espera a volta do recesso parlamentar para ser iniciada. A previsão é do presidente da casa, Rodrigo Pacheco, é de que o texto seja votado até outubro. Esse tempo pode ser usado para uma maior discussão do texto e há quem avalie de que será necessário corrigir distorções aprovadas na Câmara. 

Essa é a opinião de Vivien Mello Suruagy, presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra). Ela diz que não está claro qual será a alíquota dos impostos e que setores com pouca empregabilidade foram incluídos em alíquotas reduzidas. 

“É necessária mais informação para que possamos analisar melhor os impactos da criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nos moldes que foram aprovados na Câmara. Qual é o efeito sobre o preço e a renda? Uma certeza temos: com uma alíquota de no mínimo 25%, haverá aumento considerável da carga tributária do setor de serviços”, argumenta. 

Ela espera que os senadores estejam atentos ao fato de que o aumento dos impostos pode elevar custos acima da capacidade de assimilação pelas empresas. De acordo com ela, há o risco de que o aumento de impostos afete a empregabilidade do setor que representa, que hoje conta com 2,5 milhões de trabalhadores. 

A presidente da Feninfra ressalta que não há sentido em estabelecer uma reforma que prejudique o setor de serviços de telecomunicações e gere uma crise entre as empresas da área. “Das 10 maiores empregadoras brasileiras, três são de teleatendimento. Grande parte dos colaboradores são mulheres e muitos estão no seu primeiro emprego. O aumento dos tributos pode gerar um grave problema social”, ressalta. 

“Defendemos uma reforma tributária que atenue a carga, simplifique e desburocratize o processo de arrecadação e não gere aumento de carga para nenhum setor. Seria desastroso para a economia onerar uma atividade que é a maior empregadora do País, como a de serviços. Por isso, esperamos que os senadores tenham bom senso”, afirma. 

 

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