Ícone do site IPNews – O Portal da Conectividade

Flex moderniza rede sem fio e reduz custos com HPE Aruba Networking Central

A Flex iniciou um projeto de modernização de conectividade sem fio que já transformou a operação de três de seus quatro sites de produção – Sorocaba, Costa Rica e Manaus – com base no HPE Aruba Networking Central, plataforma em cloud da HPE Networking. A iniciativa, conduzida por Luiz Souza, gerente de infraestrutura de TI da empresa, aposentou controladoras físicas, reduziu custos operacionais e eliminou gargalos históricos de cobertura, sobretudo em áreas industriais e de warehouse.

CONTEÚDO RELACONADO – HPE Networking inicia fase integrada com Juniper e confirma 02 de janeiro como marco operacional

A decisão nasceu no momento em que a Flex estava prestes a renovar o contrato de manutenção da controladora física. A apresentação das capacidades do HPE Aruba Networking Central – automação, visibilidade avançada, análises de saúde do sinal e modelo de atualização contínua – mudou a percepção da equipe.

“O encontro com a engenharia da HPE Networking abriu nossa visão. Percebemos que o que funcionava não necessariamente era o melhor. A cloud traz novas tecnologias, correções automáticas e uma experiência mais estável”, conta Souza.

A migração começou por Sorocaba, com cerca de 200 access points, e avançou rapidamente para o site da Costa Rica, que opera aproximadamente 50 antenas. Em ambos, a transição foi transparente para os usuários e os problemas de estabilidade desapareceram.

Redução de custos e ganho operacional

O modelo em cloud também trouxe economia. Segundo Souza, o custo anual das licenças do Aruba Central ficou entre 30% e 40% abaixo do valor previsto para manter a controladora física. “O número fechou fácil por conta da redução no budget”, explica.

Além do ganho financeiro, a área de TI passou a operar com maior eficiência: suporte simplificado, monitoramento centralizado e menos acionamentos de usuários. “Nosso melhor indicador é quando ninguém lembra do TI. Significa que tudo está funcionando”, resume.

A migração incluiu ainda um refresh tecnológico de access points, especialmente no warehouse – área que concentrava reclamações de perda de sinal e travamentos. A substituição dos APs antigos por modelos compatíveis com o Aruba Central eliminou falhas de cobertura, melhorou a experiência dos leitores industriais e estabilizou a conexão dos AGVs responsáveis pela movimentação de materiais. “Essas dores simplesmente sumiram”, afirma. “A nova geração de APs oferece mais canais, mais alcance e muito mais estabilidade.”

A Flex opera grande volume de dispositivos IoT – leitores, AGVs e terminais móveis. Para Luiz, a mudança para a nuvem não aumentou riscos, já que toda a empresa já depende de conectividade para sistemas essenciais como e-mail e ERP. A estratégia agora é reforçar a resiliência externa, com três links de internet por site. “Se a internet cai, tudo para – não é o wireless que é o problema. Por isso estamos ampliando redundância”, explica.

No evento da HPE, Souza viu pela primeira vez os planos de integração entre Aruba e Juniper, fruto da nova fase da empresa. Ele destaca o interesse por recursos avançados de IA, automações e correções autônomas que chegarão à plataforma. “Fiquei muito curioso. Hoje o sistema alerta problemas, mas ainda não corrige sozinho. Saber que isso está vindo é animador. A plataforma é viva e só tende a melhorar.”

Depois de concluir o piloto em Manaus, a Flex prepara a migração do último site brasileiro, em Jaguariúna, planejada para 2026. Globalmente, a empresa atua em mais de 30 países, e Souza acredita que o Aruba Central terá espaço para se expandir internacionalmente.

Participe das comunidades IPNews no InstagramFacebookLinkedIn e X

Sair da versão mobile