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Google apresenta mudanças no algoritmo de busca com uso de AI

Durante o Search On, evento global do setor de buscas realizado semana passada, o Google apresentou novos recursos baseados em inteligência artificial (AI). São novidades para o próprio serviço de buscas do Google, com inovações em vídeo e mudanças nas classificações de respostas, e também no Maps.

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Segundo a empresa, o novo algoritmo de grafia usa rede neural profunda e aprimorou a capacidade de identificar e decifrar erros de digitação. Além disso, haverá melhor classificação da relevância das páginas permitindo indexar não apenas páginas como também trechos individuais dentro delas. Outra novidade é a introdução de subtemas, que permitem que a busca exiba conteúdos mais diversos quando uma pessoa faz uma busca ampla ou genérica. 

Já para os vídeos, o Google adicionou marcadores no meio de um conteúdo audiovisual. A empresa explica que, com a AI, é possível entender a semântica de um vídeo de forma aprofundada, identificando automaticamente os principais momentos, e dessa forma, marcar esses trechos importantes para que o usuário navegue por um vídeo como se passasse pelos capítulos de um livro. 

Por exemplo, a pessoa pode estar procurando uma etapa específica de uma receita culinária; ou pode querer assistir apenas à enterrada que decidiu um jogo de basquete num vídeo com os melhores momentos da partida. Essa novidade permite encontrar esse tipo de cena específica. A tecnologia começou a ser testada este ano, e, até o final de 2020, a expectativa é de que 10% das buscas no Google estejam usando o novo recurso. 

No Google Maps, a principal novidade é a atualização em tempo real da ocupação de locais. A aplicação vai mostrar se se determinado lugar está ou não cheio naquele momento, para que o usuário possa garantir o distanciamento social. Também foi anunciado um novo recurso do Live View, no Google Maps, que ajuda a obter informações essenciais sobre uma loja ou restaurante antes mesmo de o usuário entrar no estabelecimento. 

Além disso, as medidas de segurança relacionadas à covid-19 adotadas pelo comércio vão ganhar destaque no perfil dos estabelecimentos. Assim, o usuário poderá saber, por exemplo, se um restaurante atende apenas mediante reservas ou se está aferindo a temperatura dos clientes que entram no estabelecimento. 

O Data Commons Project também foi mencionado durante o evento. O banco de dados aberto, criado em 2018 em parceria com organizações internacionais, passará a deixar as informações e os dados levantados mais acessíveis e úteis por meio da busca. Dessa forma, quando alguém fizer uma pergunta como “quantas pessoas estão empregadas na cidade de Chicago?”, o Google vai usar processamento de linguagem natural para mapear a busca e estabelecer uma correspondência com algum dos bilhões de pontos de dados existentes no Data Commons. Assim, a estatística será exposta em formato visual e fácil de entender. 

 

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