Até há poucos anos desconhecido – e hoje já amplamente difundido e razoavelmente utilizado – o conceito e as ferramentas de Business Intelligence provocam uma nova revolução nas empresas de todo o mundo: a busca pela excelência em BI.
O princípio básico para alcançar essa meta, segundo Alexandre Lima, gerente de Consultoria de BI da IBM, é pensar a informação como um ativo estratégico. “Em grande parte das empresas somente móveis e equipamentos são considerados ativos, sendo que a informação, que é o ativo mais precioso que uma companhia pode ter, é subvalorizada”, explica o especialista.
Outros pontos que precisam ser trabalhados nessa busca pela excelência são o aumento da produtividade, da sustentabilidade, da agilidade e da disponibilidade, além do alinhamento estratégico, ponto fundamental para que o projeto funcione. Para que essas mudanças ocorram, é preciso adequar as aplicações analíticas e os mecanismos das informações aos diferentes perfis de consumidores desses dados, que podem, segundo Lima, ser divididos entre usuário executivo, analítico, power-user e operacional.
Para atender bem a todos esses usuários é imperioso que as empresas adotem um modelo de governança de BI, proporcionando o alinhamento e gerenciamento de recursos corporativos e tecnológicos para a melhor tomada de decisão, resultando em uma melhoria no relacionamento entre TI e negócios. Mas instituir essa governança não é um processo simples. “É preciso promover mudanças organizacionais, de valores (maior colaboração das equipes e compartilhamento da tomada de decisões) e estruturais (troca do modelo vertical para o matricial com foco em processos, que é bem mais ágil)”, lista o executivo da IBM.
Desafios
Em decorrência do tamanho do desafio, vários são os problemas enfrentados pelas organizações que tentam instituir a governança do Business Intelligence. Lima enumera os principais: “Os fatores que podem fazer um projeto como esse naufragar são as barreiras culturais, a dificuldade em alinhar TI e negócios, a falta de clareza na definição dos objetivos e o não estabelecimento de politicas de processos”.
Uma saída para esse impasse, segundo o gerente é a criação de um Centro de Competência de BI (CCBI), que deve contar com especialistas em Business Intelligence, que irão auxiliar a empresa na contratação dos melhores profissionais para a formação da equipe e na escolha da plataforma adequada. O Centro deve ainda gerenciar as mudanças – organizacionais, estruturais, comportamentais – necessárias para o sucesso do projeto de governança da empresa, além de promover as melhores práticas e a estruturação/padronização dos processos e auxiliar na definição dos papéis e responsabilidades. Mas o executivo lembra que, antes de iniciar a criação do Centro, é fundamental optar pelo modelo de CCBI mais adequado à cada empresa. “É preciso escolher entre o modelo centralizado, semi-descentralizado ou descentralizado”, finaliza Lima.