A ampliação da cobertura móvel nas rodovias brasileiras ganhou status de política pública de segurança viária. O Ministério das Comunicações (MCom) está finalizando a Política Nacional de Conectividade em Rodovias, iniciativa que busca garantir comunicação contínua aos usuários em trânsito, inclusive em áreas sem cobertura da operadora originalmente contratada, por meio de mecanismos de compartilhamento de rede.
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Segundo dados divulgados pelo Ministério, dos 122.397 quilômetros de rodovias federais existentes no país, 65.156 quilômetros contam com cobertura 4G e 13.139 quilômetros possuem cobertura 5G, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Isso significa que cerca de 44 mil quilômetros de estradas federais ainda operam sem qualquer sinal de telefonia móvel, um cenário que compromete o acionamento de serviços de emergência como Samu, Corpo de Bombeiros e forças de segurança.
Duas frentes de atuação
Segundo o secretário de Telecomunicações do MCom, Hermano Tercius, o governo atua em duas frentes principais para dobrar a cobertura de internet móvel nas rodovias: 1) Roaming obrigatório nas estradas: que trará ganho imediato de cobertura para o usuário, permitindo conexão mesmo fora da área da operadora contratada; 2) Articulação com o Ministério dos Transportes: para que as concessões rodoviárias incluam obrigações firmes de telecomunicações.
“Nossa meta é dobrar a cobertura de internet móvel nas rodovias. Para isso, estamos trabalhando em duas frentes principais: a implementação do roaming obrigatório nas estradas, o que trará ganho imediato de cobertura para o usuário, e uma forte articulação com o Ministério dos Transportes para que as concessões rodoviárias incluam obrigações firmes de telecomunicações”, diz Hermano Tercius, secretário de Telecomunicações do MCom.
A proposta da Política Nacional passou por consulta pública no ano passado, e a previsão é de que seja lançada ainda no primeiro semestre de 2026.
Leilão de 700 MHz amplia cobertura
O avanço regulatório também se reflete em ações concretas. Com o leilão da faixa de 700 MHz, realizado em abril pela Anatel e pelo MCom, a cobertura será ampliada para cerca de 6,5 mil quilômetros de rodovias federais em 17 estados – trechos que ainda sofrem com a ausência de sinal.
A prioridade recai sobre rodovias federais que atravessam áreas desassistidas, como a BR-101, que deverá estar totalmente coberta por sinal de telefonia móvel ainda neste ano; a BR-116, maior rodovia do país; além das BRs 163, 364, 242 e 135.
Vale lembrar que, até o leilão do 5G em 2021, não havia obrigações de cobertura móvel relacionadas às rodovias. Aquele edital estabeleceu a obrigatoriedade de cobertura 4G em mais de 30 mil quilômetros de rodovias federais – compromissos que ainda estão em fase de cumprimento pelas operadoras.
Conectividade como infraestrutura de segurança
“Além de reforçar a segurança viária, a ampliação do sinal móvel também favorece o monitoramento logístico, a navegação em tempo real e o acesso a serviços digitais em trajetos de longa distância”, defende o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações
Para o ministro, a conectividade nas rodovias deixou de ser comodidade e passou a ser infraestrutura essencial: “Com acesso à internet, os trajetos serão mais seguros. A população poderá se comunicar durante emergências, e os condutores terão mais acesso a informações sobre acidentes e condições das pistas.”
A política se insere no contexto da campanha Maio Amarelo de segurança no trânsito e reforça a visão do governo de tratar telecomunicações como vetor transversal de políticas públicas – da educação conectada à saúde digital, e agora à segurança viária. Fonte: Ministério das Comunicações / ASCOM
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