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Guerra na Faixa de Gaza traz impactos à segurança cibernética no Brasil

Provedores sofrem ataques DDoS de ciberativistas e relatório aponta a possibilidade de vazamento de dados 

Conforme revelado ontem (23/10) pela Associação dos Provedores de Internet – InternetSul, ISPs brasileiros estão sendo alvos de ataques de negação de serviço (DDoS) de ciberativistas pró-palestina. Esse cenário já havia sido previsto por um recente relatório de inteligência da Axur Research Team, que mostra uma escalada global de ciberataques.

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Segundo o documento, à medida que o conflito armado entre Israel e Palestina continua escalando, o número de grupos hacktivistas envolvidos a partir do ciberespaço tem aumentado. Apenas um grupo realizou ataques contra o Brasil, que lidera o Conselho de Segurança da ONU este mês e tenta intermediar as negociações de paz. 

Trata-se do IRoX TEAM, grupo hacktivista muçulmano relativamente novo que expressou apoio à Palestina, declarando guerra a Israel e a qualquer nação que apoie Israel. Eles já realizaram ciberataques contra a Índia, expondo informações como números de cartões de crédito e certificados de doutorado de cidadãos indianos, 16 mil linhas de informações de professores hindus e bancos de dados por meio de seu canal oficial na plataforma Telegram, segundo a Axur. 

O Brasil era um dos alvos para ataques do grupo no dia 20 de outubro, junto com Canadá, Polônia e Espanha. Além disso, Índia, Reino Unido e Austrália foram designados como potenciais vítimas para 25 de outubro de 2023. Finalmente, ataques foram programados contra França, Áustria, Alemanha e Noruega para 30 de outubro de 2023. 

Apesar de, até o momento, só terem sido descobertas campanhas de DDoS contra provedores no Brasil, não se exclui a possibilidade de vazamento de dados que envolvam os países mencionados. 

A Axur recomenda manter um estado de alerta, implementando medidas preventivas, como soluções para mitigar ataques DDoS, manter os sistemas atualizados e monitorar constantemente a rede. 

 

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