Prefeito da capital paulista quer um desfecho rápido para o assunto.
Novo serviço do Uber em SP permite usuário dividir viagem com estranho
Pressões de taxistas contrários ao Uber já fizeram a votação ser barrada diferentes vezes pela Câmara Municipal de SP, atrapalhando os planos de Haddad, que quer um desfecho rápido para o assunto.
Lucro menor
Vale notar que Haddad também agiu recentemente para diminuir o lucro do Uber na capital paulista. Na última semana, o prefeito propôs um substitutivo ao PL 421/2015, de José Police Neto (PSD), para atender reclamações recentes dos próprios motoristas do Uber, que consideram abusiva a taxa de operação cobrada pela empresa norte-americana. Eles também reclamam que a companhia baixou em 15% os valores cobrados nas corridas no fim de 2015, o que afeta diretamente os seus ganhos.
Atualmente, o Uber fica com 25% do valor total das corridas feitas pela categoria Uber X (mais barata) e 20% no Uber Black (mais cara). Haddad propõe que esse porcentual seja de até 15%.
Regulamentação do Uber
O texto da minuta da prefeitura para regulamentar aplicativos como o Uber em SP prevê a possibilidade de que motoristas (mesmo os que não são taxistas) cadastrados via aplicativos possam prestar serviços de transporte individual de passageiros. O documento regulamenta a “exploração intensiva da malha viária pelos serviços de transporte individual remunerado de utilidade pública”, e prevê que as empresas de aplicativos – como o Uber – possam receber autorização para operar mediante a compra antecipada de créditos de uso da malha viária calculados por quilômetros e previamente estabelecidos em um termo de acordo entre o aplicativo e a Prefeitura.
Os créditos poderão ser usados pelos motoristas cadastrados pelo aplicativo, que precisarão ter Condutax (autorização da prefeitura para a prestação de serviços de táxi) ou cadastro equivalente que seja emitido pelas empresas de aplicativos. O texto do decreto estabelece que será possível comprar mais créditos se o volume comprado no período for excedido, mas informa que será por preço maior “de maneira a inibir a superexploração da malha viária e compatibilizar o montante com a capacidade instalada”.