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IA acelera diagnósticos em hospital público de SP e reduz tempo de exame em 90%

A radiologia assistida por Inteligência Artificial (IA) começa a ganhar espaço nos serviços públicos de saúde do Brasil. No Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), unidade vinculada ao IAMSPE (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), uma nova ferramenta de IA aplicada à análise de radiografias de tórax reduziu em mais de 90% o tempo de diagnóstico de exames.

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A iniciativa é conduzida pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), responsável por implementar a tecnologia no pronto-socorro da unidade. A solução permite que exames que antes levavam até uma hora para serem avaliados agora sejam processados, em média, em apenas três minutos.

De junho de 2024 até o momento, mais de 53 mil exames de Raios-X foram realizados com o suporte da IA, que identifica automaticamente até 75 achados por imagem e sinaliza ao especialista as regiões com maior probabilidade de alterações clínicas. O ganho estimado em tempo, comparado ao fluxo tradicional, é de cerca de 50 mil horas.

A tecnologia, já aprovada pela Anvisa, FDA (EUA) e CE (Europa), também pode operar de forma autônoma em exames normais, ampliando o alcance do diagnóstico automatizado. Segundo o Dr. Osvaldo Landi Júnior, gerente médico de Inovação & Dados da FIDI, a IA na radiologia contribui diretamente para reduzir erros, cortar custos e melhorar os desfechos clínicos. “É uma aliada essencial para a eficiência dos serviços e segurança dos pacientes”, afirma.

Além de acelerar diagnósticos, a ferramenta viabiliza a gestão mais inteligente dos leitos hospitalares e evita sobrecargas no sistema público de saúde. Com capacidade para processar cerca de 150 exames por dia, a solução já se tornou peça-chave na operação do pronto-socorro.

A CEO da FIDI, Simone Vicente Reis, destaca que a adoção da IA é parte da estratégia da Fundação para democratizar o acesso à tecnologia. “Realizamos cerca de 5 milhões de exames por ano e temos uma base de dados robusta. Isso nos permite investir em Pesquisa e Desenvolvimento e validar ferramentas que impactem diretamente a qualidade da assistência pública à saúde.”

Apesar dos avanços, a entidade reconhece que ainda existem barreiras, como os altos custos de modelos de IA mais sofisticados no mercado internacional. No entanto, o projeto comprova que é possível trazer inovação de ponta para o SUS com viabilidade técnica, escalabilidade e impacto mensurável.

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