Executivo pede parcimônia na regulamentação e especialista da Estônia aponta que IA é oportunidade para a economia
O painel “5G + IoT + IA + cloud = uma equação para novos negócios”, realizado ontem (29/6) no Febraban Tech 2023, trouxe para a discussão os riscos que a inteligência artificial (IA) traz para a sociedade. Marco Stefanini, fundador e CEO do Grupo Stefanini, afirmou que a IA é uma tempestade e representa uma disrupção de verdade – não é apenas uma tendência ou moda.
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Para ele, essa tecnologia já é uma forma de aumentar a produtividade de empresas, mas Stefanini alertou para ameaças de cibersegurança, entre outras questões, que o mercado terá que descobrir como minimizar e administrar. A defesa é por uma regulamentação com parcimônia, de forma a não impedir a inovação. “O tempo da inovação é bem mais rápido que a regulação e os setores que mais inovaram foram aqueles menos regulados (mídia, varejo).”
Andres Sutt, ex-ministro de Empreendedorismo e Tecnologia da Informação do governo da Estônia, defendeu a regular não a tecnologia, mas os resultados, de forma a deixar espaço para experimentações. Ele destacou que a transparência é fundamental e que agora há a oportunidade de colocar a tecnologia a favor das pessoas. “Vamos colocar as pessoas no centro e deixar a tecnologia trabalhar para elas. Vamos estar bem”, disse.
O que já está acontecendo com o 5G?
Marco Bego, diretor-executivo do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da USP, destacou que a pandemia acelerou digitalização e permitiu ao HC pular algumas etapas. Com isso, ele conseguiu preparar a área médica para entender o que é o 5G e como integrar com outras tecnologias, como Internet das Coisas (IoT).
Dessa forma, o hospital já vem desenvolvendo casos de uso com a tecnologia, como a realização de exames de ultrassom remotamente. Ele lembrou da rede privativa 5G em Open Ran, que ajuda a testar casos de uso com mais liberdade, já que não tem riscos de interferência.
Stefanini ainda disse que o 5G e IA turbinam a inovação que já vem ocorrendo. A indústria, por exemplo, já vem se automatizando e sensorizando há algum tempo, utilizando as tecnologias de rede disponíveis na época. O 4G mesmo permitia uma boa experiência junto com o Wi-Fi, mas latência baixa e a maior velocidade do 5G habilita ainda mais inovação, indo além do chão de fábrica e abarcando toda a cadeia logística.
Gloria Kojima, superintendente-executiva de Tecnologia da Bradesco Seguros, destacou que o 5G não é só uma tecnologia de conectividade, mas também uma habilitadora de negócios. Combinado com outras tecnologias, ele promete trazer novas oportunidades de negócio ao longo do tempo. A expectativa é que ele acelere o time to market do setor de seguradoras e a executiva destacou o carro autônomo, que vai pedir por uma nova forma de seguros para automóveis.
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