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IBM vai lançar Watson Security no fim do ano

Plataforma vai passar por um período de seis meses para aprendizado e será disponibilizada como serviço.

computação cognitivaA IBM está preparando o Watson Cognitive Security para lançamento mundial até o final deste ano. A plataforma cognitiva, que hoje é utilizada como atendente em contact centers, passa por um período de especialização na área de segurança desde junho e deve se estender ao longo de seis meses para enfim chegar ao mercado.

De acordo com André Pinheiro, executivo de Segurança da IBM, o Watson vai facilitar a visão das empresas sobre o que está acontecendo na rede relativo à informação de segurança. Com acesso a uma ampla base de dados, inclusive a X-Force, da própria IBM, a plataforma será constantemente atualizada para tomar decisões com base em análise de contexto.

Essas decisões serão sobre o que é um ataque de verdade e o que é um falso-positivo, explica o executivo. “O Watson será mais assertivo ao tratar uma ameaça”, afirma. “Isso porque, enquanto as ferramentas atuais conseguem analisar apenas os dados estruturados, cerca de 20% do total, a nossa consegue ler os não-estruturados, tendo acesso a artigos, teses de doutorados e outras informações que podem ser úteis à segurança.”

Pinheiro destaca que o Watson será capaz de expandir a inteligência dos Security Information and Management Systems (SIEMs), que só utilizam os dados estruturados. Dessa forma, a plataforma cognitiva terá acesso a conhecimentos sobre novos malwares, sendo capaz de responder mais efetivamente ao ataque.

A intenção da tecnologia é liberar a equipe de segurança das empresas para se concentrar na reação a um possível ataque e não mais na detecção, que fica a cargo do Watson. “Não queremos substituir o ser humano, e sim tirar dele o trabalho mais braçal”, explica.

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Assim que for lançado, o Watson estará disponível como serviço na nuvem para qualquer empresa, independente de qual SIEMs ela utiliza. A vantagem para clientes da IBM, que usam o QRadar, está na integração automática com a plataforma cognitiva e a sua base de dados, permitindo que o SIEM seja ainda mais assertivo. “Para aqueles que não são nossos clientes, a informação gerada pelo Watson será mais uma a ser tratada”, diz Pinheiro.

Ainda segundo o executivo, a IBM não anunciou qualquer intenção de integração de soluções, “mas não fazemos nada que seja ‘fechado’, normalmente nossas tecnologias ficam disponíveis para parcerias”, explica.

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Watson vai aproveitar brecha na falta de qualificação no mercado

Para Pinheiro, as empresas estão ansiosas por soluções cognitivas voltadas para segurança porque a área está com falta de profissionais. “Há previsão de que haja 1,5 milhão de bagas nessa área no ano que vem. Uma tecnologia como o Watson permite que as companhias sejam mais assertivas mesmo com uma equipe menor”, acredita.

De acordo com ele, o mercado pede que as empresas sejam mais rápidas para disponibilizar informação e funcionalidades para clientes e parceiros, não tendo tempo para analisar todas as características de segurança de novas soluções. “É necessário que elas tenham um programa de segurança estruturado, com metodologia que garanta que a agilidade não traga vulnerabilidades, além de ferramentas e pessoas preparadas para lidar com ataques”, afirma.

“A maior eficiência da segurança vai permitir que projetos de transformação digital avancem, dando maior margem para as empresas arriscarem”, pontua o executivo.

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