Índice de consumidores que pretendem efetuar compra de bens duráveis nos primeiros três meses do ano é de 56,8%.
O consumidor ainda está cauteloso, mas já apresenta leve aumento na intenção de compra no primeiro trimestre de 2013. Segundo pesquisa realizada pelo Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a Felisoni Consultores Associados, 56,8% dos paulistanos pretendem adquirir um bem durável nos primeiros três meses deste ano, índice 0,8 p.p superior ao registrado no último trimestre de 2012 quando ficou na casa dos 56%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, em que se verificou 60,6% de intenção, o índice registra queda de 3,8 p.p.
A pesquisa analisa a intenção de compra e de gasto em relação a diversas categorias de produtos (Eletroeletrônico, Informática, Cine e Foto, Móveis, Telefonia e Celulares, Material de Construção, Linha branca, Vestuário e Calçados, Automóveis e Motos, Eletroportáteis e Viagens e Turismo), avaliando também a utilização de crédito nas compras de bens duráveis.
Dentre as categorias analisadas, o item “Vestuário e Calçados” desponta como o de maior intenção de compra com 18,8%, seguido por “Informática”, com 11%, e por “Viagem e Turismo”, com 10,6%.
Outro fator ressaltado no estudo é que somente a categoria de Brinquedos apresentou alta na intenção de compras no primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012, 3,1%. Todas as outras categorias listadas na pesquisa apresentaram quedas que variam de 1,9% a 29,5%.
Segundo Claudio Felisoni de Angelo, Presidente do Conselho do Provar, o nível ligeiramente superior ao verificado no ultimo trimestre de 2012 pode indicar maior atenção dos consumidores às liquidações do início do ano, bem como uma pequena melhora de seu humor em relação ao final de 2012.
A pesquisa também apontou queda no varejo virtual. Em análise feita em parceria com a e-bit, a intenção de compra na internet atingiu 83,9%, recuo de 1,9 p.p em comparação com o quarto trimestre do ano passado (85,8%). Em relação com o primeiro trimestre de 2011, a queda foi de 2,4%.
Outros assuntos avaliados
Segundo a pesquisa, apenas 11,4% da renda mensal familiar poderão ser disponibilizados para novos gastos. Ao todo, os maiores comprometimentos financeiros das famílias se concentram em Alimentação (22,1%), Educação (20%), e Crediário (14,8%).
Outro fator levantado é a consciência financeira do consumidor, já que 38,6% dos entrevistados indicaram que pretendem poupar algum valor nos próximos três meses.