Companhia anunciou investimentos de US$ 12 bilhões no Brasil e a fabricação de iPads no País.
“Causou-nos espanto o valor do investimento anunciado pelos chineses exclusivamente para a fabricação de tablets no Brasil, e a necessidade de 35 mil profissionais, entre engenheiros e técnicos, para a respectiva operação. Para se ter ideia, uma refinaria de petróleo, com toda a sua complexidade, consome recursos de US$ 8 bilhões a 10 bilhões e, no máximo, um contingente de seis mil engenheiros e técnicos. O que nos preocupa é que por trás deste anúncio pode haver uma estratégia para colocar, sob o mesmo guarda-chuva, outras linhas de montagem de produtos eletrônicos e de automação, subsidiados pelo Governo chinês . Ao invés de benefícios ao Brasil, isto traria danos gravíssimos à nossa indústria e ao mercado de trabalho”, explica Ramos.
A Foxconn é uma das maiores fabricantes de componentes eletrônicos do mundo, está presente em 14 países e conta com três fábricas no Brasil, localizadas em Manaus, no estado do Amazonas, e duas no interior de São Paulo. No país, as atividades da empresa começaram em 2005, com a fabricação de celulares e mais tarde, máquinas fotográficas digitais. Com o investimento anunciado, a companhia também deverá, a partir de novembro, fabricar iPads no território brasileiro.