Através de sensores de temperatura de equipamentos e inteligência artificial, banco economiza R$ 2,2 milhões por ano na conta de energia.
Para alterar o cenário, o Itaú Unibanco investiu em uma solução de smart cooling, capaz de gerencia automaticamente o nível de refrigeração de cada sala do data center. Somente com o uso dessa tecnologia, implantada em julho deste ano, a instituição já reduziu em 65% o consumo de energia dos ares-condicionados, principais vilões da eficiência energética.
Segundo Fabiano Duarte, coordenador de Engenharia de Data Center do Itaú Unibanco, essa redução trouxe uma economia de 8% na conta de energia, resultando em menos R$ 2,2 milhões de custos ao ano.
Hiperconvergência é o futuro do data center, afirma especialista
Isso foi possível pois a solução utiliza sensores que captam a temperatura dos equipamentos do data center e enviam para o software da smart cooling, que, automaticamente, ajusta os aparelhos de ar-condicionado para refrigerar na medida certa. Em outras palavras, a solução é capaz de monitorar a densidade térmica do datacenter e gerenciar e controla-la, via inteligência artificial, controlando a temperatura correta.
Para tanto, Duarte explica que são utilizados 785 sensores de temperatura wireless, instalados a cada três racks em diferentes posições, 144 módulos de controle de ar condicionada, 14 gateways, dois servidores de inteligência artificial em cada prédio e uma arquitetura Mesh para comunicação sem fio. “Além, claro, de um algoritmo avançado capaz de interpretar esses dados coletados e agir”, diz.
Além dos benefícios em economia de energia, Duarte também notou ganhos de confiabilidade operacional e pronta-resposta a falhas, flexibilidade operacional e redução nos índices de eficiência energética para data centers.