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KPMG aponta como o varejo pode extrair maior valor da IA

A KPMG divulgou uma pesquisa sobre à adoção da inteligência artificial (IA) no varejo, desde o planejamento até a operação em lojas físicas. O documento destaca o papel da IA na transformação da experiência do cliente, personalização, inovação, capacitação de funcionários, eficiência operacional e construção de confiança.

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Segundo a consultoria, o aumento da eficiência e da produtividade são os principais benefícios que os líderes do varejo buscam com os investimentos na IA. A KPMG diz que não se trata de substituir pessoas, mas de aprimorá-las com ferramentas inteligentes que transformam a inovação em ações concretas mais imediatas.

Para a KPMG, a inteligência artificial pode auxiliar os líderes do setor do varejo no desenvolvimento e modelagem dos negócios, trabalhar em ações baseadas em dados, focadas no cliente e na inovação. ​ No entanto, o sucesso depende de investimentos estratégicos, confiança, governança robusta, alinhamento com os valores organizacionais, ética, transparência e capacitação de equipes.

Como o varejo pode adotar a IA

De acordo com o relatório, os varejistas buscam garantir o retorno de investimentos (ROI) em IA. O estudo recomenda que, durante o planejamento das ações corporativas, o setor pense em um futuro em que os clientes sejam pessoas e máquinas, cujo sucesso dependerá do domínio de seis imperativos estratégicos:

  1. Redefinir o conceito de valor para um público duplo: os varejistas têm dois tipos de clientes: as pessoas, que valorizam a experiência e os agentes de IA, que priorizam os dados. É uma nova forma do varejo enxergar o ciclo de vendas e fidelização.
  2. Desenvolver um cartão de pontuação: painel de controle para mensurar o sucesso, monitorar o indicador chave de desempenho – KPIs, tempo de atividade da interface de programação de aplicativos – API e o índice de confiança.
  3. Construir pensando nos bots: priorizar uma API rápida, limpa e bem documentada com a qual os clientes automatizados possam interagir.
  4. Tratar os dados como um produto: os dados da empresa são um produto para agentes externos. É importante que as informações, estoque e preços estejam estruturados e legíveis por máquina em tempo real.
  5. Engenheiro para a confiança em um mundo de comunicação máquina a máquina: a IA precisa ser programada para agir como uma negociadora justa e transparente.
  6. Cultivar estrategistas de máquina-cliente: ter um líder estrategista e responsável pelo planejamento de como a marca é apresentada, compete e vence nos ecossistemas do futuro, impulsionados por agentes de IA.

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