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Kroton estipula três passos para chegar à transformação digital

Rede de educação se apoia no modelo ágil, tecnologia e parceiros para digitalizar seu modelo de negócios.

Foi no ano passado que a Kroton, rede de educação privada dona das universidades Anhanguera e Unopar e dos colégios Pitágoras, entre outros, reviu seu plano estratégico e decidiu começar a transformação digital. De lá para cá, a empresa passou por uma mudança de cadeiras, colocou uma liderança somente para lidar com a iniciativa e adotou um modelo ágil para integrar à tecnologia ao negócio.

Kroton vai apadrinhar startups de educação no novo Cubo

Falando hoje (19/6) no Cubo Itaú, espaço de fomento ao empreendedorismo tecnológico em São Paulo (SP), o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, disse que 80% da equipe de desenvolvimento já trabalha no modelo ágil, onde a sua atuação está atrelada ao negócio da empresa. E deve chegar a 100% em três meses.

Quem toca o projeto é Carlos Safini, vice-presidente de Tecnologia e Transformação Digital da Kroton. Segundo ele, é um total de 450 colaboradores trabalhando entre a área de desenvolvimento e negócio que vão trabalhar seguindo este modelo. Mas não é só isso que vai fazer a empresa se digitalizar. “A adoção de tecnologia e iniciativas de parceria, como a do Cubo Itaú, complementam está mudança”, destaca.

Ele explica que a mudança para uma cultura digital ainda não ocorreu, mas será uma consequência. Tudo começa com o modelo ágil, onde é forçada uma relação diferente entre a TI e o negócio. “Ao invés de existir uma relação cliente-fornecedor, a gente conta com um ambiente onde os desafios são tratados em conjunto pela equipe de negócio, comercial, acadêmico e desenvolvimento e esse time se reúne para resolver problemas”, complementa.

“A cultura vai se tornar digital a medida em que os três movimentos se materializam: a mudança na forma de trabalhar, a adoção de novas tecnologias e ter uma conexão com novos parceiros, conectando os ecossistemas da Kroton”, diz Safini.

Para que isso ocorra, a empresa passou a investir na abertura de suas arquiteturas para integrar novas soluções e trabalhar com novas tecnologias sem desfazer de seu legado. “Não que a empresa não investisse em inovação antes, mas não estava debaixo de uma iniciativa de transformação digital”, explica o executivo. “A partir do momento que uma empresa entende que a digitalização está atrelada aos desafios de negócio, o que acontece é uma coordenação melhor dos investimentos.”

A Kroton já usa big data e analytics para medir a educação e encontrar problemas em seu relacionamento com os alunos, por exemplo. Através do CRM, as universidades do grupo conseguem identificar probabilidades de evasão de alunos para depois se aproximar deles e entender o que está acontecendo com o aluno.

Mas onde está o melhor caso de uso da tecnologia é dentro da sala de aula, para ajudar o aluno. Através da solução “Desafio Nota Máxima”, desenvolvida pela Studiare, uma startup adquirida pela Kroton em 2015, as universidades da rede conseguem mapear todo o desenvolvimento do aluno para descobrir suas principais dificuldades de aprendizado.

Felipe Amaral de Mattos, diretor de Inovação e Analytics da Kroton, explica que a solução começa a ser utilizada pelo aluno três semestres antes dele se formar. Se, neste ponto, ele não entendeu determinadas disciplinas, ele recebe um reforço nesses itens.

“É um produto adaptativo que tenta impedir que o aluno se forme com déficits críticos de aprendizado”, explica Mattos. Se um aluno de engenharia não tem aprendeu cálculo, por exemplo, ele vai ter falhas críticas como engenheiro. Ainda segundo ele, a plataforma é gamificada e conta com ensino adaptativo e todos os alunos de graduação dos últimos semestres da rede Kroton usam a tecnologia.

De acordo com o diretor, os dados da plataforma são capturados de diferentes situações. “O aluno estuda cada vez mais em ambientes virtuais, fazendo avaliações, por exemplo, e tudo isso alimenta nossa plataforma de analytics.” Quando chega nos últimos semestres, a Kroton já tem algum senso do que ele dominou ou não, com a própria solução já aplicando alguns diagnósticos.

Para a Kroton, a tecnologia é o meio de dar escala à educação de qualidade e eliminar os gargalos na educação do Brasil. “Começamos agora a colocar o aluno no centro e a ouví-lo para que a transformação ocorra de vez, tendo o aprendizado como foco”, destaca Safini. “Uma nova companhia será formada ao fim desta jornada e nosso objetivo é ser a primeira empresa de educação 100% digital do mundo”, encerra o presidente da Kroton, Galindo.

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