A Leega, consultoria brasileira com mais de 20 anos de atuação em tecnologia, anunciou a contratação de Natsuo Oki e Renata Serra como líderes de inteligência artificial (IA). As movimentações marcam uma nova etapa da companhia, com a estruturação de uma oferta de IA, da estratégia e governança à execução em escala, sob o posicionamento “Human Powered, AI Amplified”.
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A iniciativa responde a um cenário em que a inteligência artificial deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser baseline operacional. Mas atualmente, muitas empresas avançam em iniciativas isoladas, sem diretrizes claras de governança, mensuração de retorno ou controle de custos.
À frente da nova unidade de Inteligência Artificial, Natsuo Oki terá como missão estruturar a área de IA e seus produtos como hub de desenvolvimento de agentes inteligentes, automações e soluções produtivas, com modelo de entrega previsível e foco em resultados mensuráveis.
Com formação multidisciplinar em Pedagogia, Filosofia e Publicidade, o executivo é empreendedor e especialista em IA aplicada. Fundador da Coploy e da Chatbank, Oki liderou projetos de agentes autônomos e soluções conversacionais voltadas a desafios concretos de negócio. Na Leega, também conduz a metodologia AI Forge, programa voltado ao re-skilling de IA e ao aumento de produtividade de times de tecnologia, incluindo iniciativas como migração de código assistida por IA e modernização de aplicações.
Para o executivo, o momento exige maturidade. “A inteligência artificial hoje é commodity. As ferramentas estão disponíveis para todos. O diferencial não está no acesso à tecnologia, mas na capacidade de entender o negócio, arquitetar soluções que funcionem em produção e entregar ROI mensurável”, diz.
A unidade atuará também na definição de arquiteturas flexíveis para reduzir riscos de lock-in tecnológico e de contratos longos com um único provedor de modelos, ameaça crescente em um cenário de evolução exponencial das plataformas.
“Escritório de IA”
Renata Serra assume a liderança do AI Office, estrutura responsável por organizar a adoção de inteligência artificial nas empresas de forma planejada e segura. Com mais de 35 anos de experiência em tecnologia e consultoria e passagens por Banco BS2, Enforce (Grupo BTG Pactual), McKinsey & Co., Booz & Co., Booz Allen Hamilton, Cambridge Technology Partners e Embrapa, a executiva coordena iniciativas que conectam estratégia, planejamento empresarial, arquitetura de dados, políticas de uso, compliance, gestão de riscos e letramento organizacional.
Segundo a profissional, muitas empresas vivem hoje o fenômeno do “shadow AI” (uso de ferramentas e modelos de inteligência artificial sem aprovação e/ou supervisão). “O AI Office organiza essa jornada. Ele estrutura o pipeline de casos de uso, define critérios de priorização, estabelece políticas corporativas, conduz a gestão de riscos, projeta uma arquitetura segura e acompanha métricas de valor. Cada iniciativa precisa estar conectada a metas organizacionais claras e a retorno mensurável.”
“A IA generativa democratizou o acesso à tecnologia. Mas, sem diretrizes claras, surgem riscos como dispersão de esforços, aumento de custos não monitorados e até vazamento de informações por uso inadequado de ferramentas públicas”, explica Renata.
Governança de IA e modelo integrado
A nova frente da Leega inclui ainda a implementação de governança corporativa de IA, como camadas de integração que permitem controlar acesso a múltiplos modelos, gerir custos, monitorar uso e evitar dependência excessiva de um único fornecedor. O modelo integra diretrizes de negócio, arquitetura tecnológica, governança, capacitação organizacional, identificação, priorização e desenvolvimento dos casos de uso de IA e acompanhamento contínuo de resultados.
A criação da BU de IA integra o plano de crescimento da Leega. A consultoria projeta expansão de 30% em 2026. A empresa encerrou 2025 com faturamento de R$ 147 milhões e projeta superar R$ 190 milhões neste ano, com contribuição relevante da nova unidade.
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