A Leroy Merlin, varejista de materiais de construção e decoração, implementou uma nova estratégia de cibersegurança para garantir a proteção de seu ambiente e diminuir os custos. Somente no primeiro ano em ação, o projeto já trouxe R$ 1,6 milhão em redução de custos em comparação com o que foi investido no ano anterior.
CONTEÚDO RELACIONADO: Fabricante de biscoitos quer expandir internacionalmente com base em dados
O Plano Estratégico de Segurança da Informação, estabelecido pela CISO e diretora de Cibersegurança e Proteção de Dados, Fabi Tanaka, foi criado em conjunto com a Service IT, especializada em consultoria nas áreas de TI, e com a Cymulate, fornecedora de soluções de cibersegurança.
O projeto teve início após a Leroy Merlin verificar, com o auxílio dos parceiros de TI, se sua estratégia interna de cibersegurança era eficaz. A Service IT e a Cymulate realizaram testes de validação e ataques simulados, para apontar vulnerabilidades e projetar o impacto de um ataque na infraestrutura da empresa, para então desenvolver toda a proteção necessária contra ataques. A iniciativa mostrou os riscos que a Leroy Merlin enfrentava e como poderia enfrentar suas deficiências com investimentos mais adequados para a empresa.
Anteriormente ao projeto, a Leroy Merlin utilizava equipes internas, que tinham o Pentest como método de proteção e para avaliar periodicamente sua postura de segurança. Ao firmar a parceria, a varejista passou a utilizar a ferramenta da Cymulate de Simulação de Violação e Ataque (BAS – Breach and Attack Simulation), para validação contínua de segurança, estabelecendo painéis de risco cibernético por unidade de negócio, incluindo 45 lojas físicas em grandes dimensões de vendas, cinco unidades no conceito express, uma especializada – Naterial, centro de distribuição e uma Plataforma de distribuição digital de comércio eletrônico.
Após um ano de projeto, a Leroy Merlin registrou redução de custos, sendo R$ 900 mil de economia com Pentests que eram contratados via consultorias, R$ 160 mil com campanhas de Phishing e R$ 145 mil com ferramentas de Postura Superficial de Segurança, além de R$ 400 mil que estavam orçados no projeto e não foram utilizados.
O investimento trouxe benefícios além da segurança, segundo Erick Lucas da Silva, gerente de Operações de Cibersegurança da Leroy Merlin. “A equipe interna precisava executar e testar. Contar com parceiros especialistas no mercado nos ajudou a utilizar as ferramentas certas, eliminar a complexidade do ambiente e liberar a equipe para uma visão mais ampla do negócio. Além disso, o projeto trouxe ao nosso time conhecimento sobre a segurança operacional e uma visão estratégica sobre o ambiente da companhia”, afirma.
O Gerente de Operações de Cibersegurança da Leroy Merlin ainda avalia que o investimento em cibersegurança agrega ainda mais credibilidade para a gigante do varejo. “Nosso segmento é muito dinâmico, são muitas vendas em um mesmo dia, então não podemos correr o risco de parar por muitas horas por conta de um ataque. Sabendo que estamos protegidos e com ambientes que não vão sofrer interrupções, o cliente sente mais segurança no ato da compra, contribuindo para a reputação da Leroy Merlin perante o mercado”, reflete Erick Lucas da Silva.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).
