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Mais da metade das empresas não estão preparadas para a nova regulação de dados da Europa

Pesquisa do SAS mostra que companhias não tem um plano estruturado para cumprir as normas do GDPR e 58% não compreendem as consequências do não cumprimento.

O SAS, especializado em soluções de Analytics, realizou uma pesquisa sobre os desafios que as empresas terão de enfrentar para cumprir as normas do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR – General Data Protection Regulation), além das oportunidades que virão. De acordo com o estudo, menos da metade das organizações consultadas (45%) tem um plano estruturado para entrar em conformidade com a nova regulamentação e mais da metade (58%) indicam que não estão totalmente conscientes das consequências quanto ao não cumprimento das normas.

Apenas 38% dos diretores de segurança confiam na capacidade das empresas em detectarem fraudes

Proposto em 2012 e aprovada quatro anos depois, o GDPR entrará em vigor em maio de 2018, inicialmente nos países da União Europeia, e exigirá que as organizações se tornem responsáveis pela proteção dos dados de seus clientes, informando como e onde eles são armazenados e processados. A pesquisa foi feita com 340 executivos de diversas indústrias e mercados.

Segundo a pesquisa, o principal problema das empresas é o desconhecimento sobre por onde começar para se tornarem compatíveis com o GDPR. O SAS recomenda iniciar com uma estratégia sólida de governança de dados para garantir que as tecnologias e as políticas estejam em vigor e permitam entender completamente onde seus dados estão armazenados e quem tem acesso a eles.

Os destaques da pesquisa incluem:

– 42% dos entrevistados não estão plenamente conscientes do impacto que o GDPR trará ao seu negócio;

– Apenas 45% das organizações possuem um processo estruturado para cumprir o GDPR, mas apenas 66% acham que esse processo levará a uma conformidade bem-sucedida. Na verdade, muitos admitem não saber como determinar se são compatíveis ou não com a regulamentação;

– Apenas 26% das empresas do governo estão conscientes do impacto do GDPR, sendo este o percentual mais baixo de qualquer segmento da indústria.

Desafio: portabilidade de dados e o direito de ser esquecido

Com o GDPR, as pessoas têm o direito de pedir que seus dados sejam apagados ou transferidos para outra empresa. Isso traz questionamentos sobre as ferramentas e processos que as organizações precisam implementar. Para 48% das empresas consultadas, só o fato de encontrar dados pessoais em seus próprios bancos de dados já é visto como um desafio. Nesses casos, o cumprimento das regras do GDPR será uma tarefa ainda mais relevante.

Entre as empresas pesquisadas, 58% delas têm problemas para gerenciar a portabilidade dos dados e o chamado direito de ser esquecido. Controlar o acesso aos dados pessoais também é um desafio a ser levado em conta. Grandes organizações e instituições financeiras são as que têm mais dificuldade em encontrar dados pessoais armazenados em seus bancos de dados se comparadas a outras empresas.

Os benefícios do GDPR

Quando questionadas sobre os potenciais benefícios do GDPR, 71% das empresas acreditam que, como resultado, sua governança de dados irá melhorar. A pesquisa também mostrou que 37% delas pensam que suas capacidades de TI vão melhorar conforme forem buscando cumprir as normas, enquanto 30% concordam que irá melhorar sua imagem. Além disso, as empresas acreditam que os clientes também serão beneficiados. A pesquisa mostra que 29% das organizações pensam que a satisfação do cliente será maior conforme elas trabalharem para o cumprimento do GDPR. Outros 29% dizem que suas propostas de valor vão melhorar.

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