Polícia Federal está investigando, diz Serpro.
Segundo Mazoni, os ataques ainda não cessaram, e o Serpro continua administrando as ocorrências. Segundo ele, ataques a sites públicos são rotineiros, mas o volume com que eles vem acontecendo desde a semana passada impressiona. “Estamos com mais do que o dobro de ataques do que o normal. E, na semana passada, foi mais de dez vezes superior”, disse.
Mazoni garantiu que nenhum dado sigiloso foi roubado dos bancos de dados governamentais, e que só houve acesso a dados públicos. “Nenhum dado saiu de nossas bases. Não houve invasão de dados de base segura”, garantiu.
O presidente da Serpro confirmou que os ataques usaram endereços IP dinâmicos para dificultar o rastreamento. Segundo ele, como medida de segurança, até o fim do ano sites públicos mais importantes migrarão para o IPv6, que permite identificar o usuário mais facilmente.
“Os ataques causaram prejuízo ao Estado. Estamos trabalhando em regime de atenção permanente, envolvendo horas extras”, disse Mazoni. Segundo ele, os ataques aos sites configuram crime e a Polícia Federal está investigando para punir os responsáveis.
Ataques
Na semana passada, hackers conseguiram tirar do ar sites públicos brasileiros, incluindo o portal da Presidência da República, da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os ataques são do tipo “negação de serviço”, no qual um excessivo volume de acessos sobrecarrega o site, que logo fica indisponível.
Segundo Mazoni, o site da Presidência recebeu mais de 2 bilhões de acessos em poucas horas. Os hackers também tentaram pichar o site, alterando a tela original, mas a tentativa foi barrada pelo Serpro.