McAfee aposta na investigação de ameaças cibernéticas globais

Empresa se foca nas tecnologias e táticas das mais recentes campanhas da guerra e do crime cibernéticos.

Algumas semanas após anunciar ser novamente uma empresa independente, a McAfee anunciou que aumentará seus investimentos e recursos na pesquisa de ameaças cibernéticas. Como prova desse compromisso, a empresa divulgou evidências de que uma série de campanhas do malware Shamoon, que têm como alvo a Arábia Saudita, são obra de uma força coordenada de atacantes em vez de grupos de hackers independentes.

O novo investimento da McAfee se concentrará em investigações sobre as campanhas mais sofisticadas de ciberguerra e cibercrime do cenário de ameaças global. Ao investigar as ameaças mais recentes, seu design e como elas são construídas em campanhas de cyber-ataque, a McAfee proporcionará aos clientes uma melhor compreensão das tecnologias e das táticas de seus adversários.

As áreas de pesquisa incluirão malwares avançados, ransomware, fraudes financeiras, crime cibernético geral, espionagem cibernética, guerra cibernética e proteção de sistemas de controle industrial. Entre outras contribuições, a McAfee oferecerá aos profissionais de segurança cibernética o Painel do Panorama de Ameaças da McAfee, uma visão geral das ameaças mais recentes e importantes rastreadas pelos pesquisadores da McAfee.

McAfee também irá aumentar seu envolvimento com organismos de segurança pública e universidades, incluindo iniciativas coordenadas para derrubar redes criminosas, desenvolver novas abordagens de combate ao crime cibernético e recrutar mais jovens para integrar as equipes de profissionais de segurança cibernética.

A pesquisa divulgada avalia a evolução das campanhas do malware Shamoon, desde os ataques de 2012 no setor de energia do Oriente Médio, até as mais recentes campanhas de espionagem de 2016 e 2017. Enquanto as campanhas anteriores da Shamoon visavam um número relativamente pequeno de organizações do setor de energia para interromper as operações da região crítica da indústria, os ataques mais recentes concentraram-se em um maior número de organizações nos setores de energia, governo, serviços financeiros e infraestrutura crítica da Arábia Saudita.

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