Projeto faz parte de investimentos do PAC e quer usar a conectividade para promover uma nova experiência de ensino público
O Ministério das Comunicações (MCom) vai usar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para conectar 40,3 mil escolas públicas na Região Sudeste do Brasil até 2026. Serão 18.942 escolas em São Paulo; 11.987 em Minas Gerais; 6.742 no Rio de Janeiro; e 2.694 no Espírito Santo.
As escolas serão conectadas com internet de alta velocidade e com sinal Wi-Fi em todos os ambientes escolares. A intenção é promover o uso pedagógico dos conteúdos, aplicativos e jogos didáticos disponíveis na rede. Em escolas sem energia, serão implantados geradores fotovoltaicos.
Dentro do PAC, também está o projeto de conexão 5G. Assim como no restante do País, 1.667 sedes municipais em todos os quatro estados da Região Sudeste receberão infraestrutura para conexão com o 5G. Serão 852 sedes em Minas Gerais; 645 em São Paulo; 92 no Rio de Janeiro e 78 no Espírito Santo.
Conexão por satélite
No Norte, escolas públicas em regiões afastadas dos grandes centros já começaram a ser conectadas com rede via satélite. O Instituto Escola Conectada, ONG fundada pelo Grupo Datora, e a MegaEdu, organização social sem fins lucrativos, viabilizaram o acesso à internet de alta velocidade para 100 escolas desconectadas no Amazonas e no Pará.
A rede da Starlink foi doada pelo Polaris Program, iniciativa para aprimorar as capacidades de voo espacial humano. A implementação impactará mais de 6 mil alunos da rede pública de ensino das cidades de Moju (PA), Presidente Figueiredo, Manicoré e Itacoatiara (AM) pelos próximos dois anos, com possibilidade de expansão.
As escolas foram escolhidas de acordo com critérios técnicos, priorizando aquelas que se encontram em regiões isoladas, onde não há oferta de banda larga de alta velocidade. Até a chegada do projeto, as escolas eram desconectadas.
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