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Mensagem por rede social caminha para 4,3 bilhões de usuários globais; Brasil segue fiel ao WhatsApp

O cenário da comunicação digital está passando por uma transformação profunda e acelerada em escala global. Até o ano de 2027, as projeções apontam que o número de pessoas utilizando aplicativos de mensageria social (aqueles oferecidos pelas plataformas digitais) deve chegar a 4,3 bilhões de usuários em todo o mundo, impulsionado pela expansão da infraestrutura de rede e pela adoção em massa de smartphones em mercados emergentes. No epicentro dessa revolução tecnológica, o Brasil se consolida como o segundo maior mercado do planeta em volume de usuários do WhatsApp, ficando atrás apenas da Índia no ranking internacional.

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“O envio de mensagens por redes sociais permite que os usuários confirmem, por conta própria, a identidade de uma empresa ao analisar o perfil da conta. Isso evita que marcas sejam clonadas ou imitadas e, consequentemente, protege os consumidores, algo que se tornará um forte argumento para as organizações em um cenário com alto índice de fraudes”, explica Ardit Ballhysa, analista sênior de pesquisa da Juniper Research.

Perfil, hábitos e preferências

Um relatório detalhado divulgado pela Opinion Box – WhatsApp no Brasil 2025 – traça o perfil, os hábitos de comportamento e as preferências de consumo dos brasileiros dentro do aplicativo, evidenciando que a plataforma deixou de ser apenas um espaço de socialização recreativa. O WhatsApp se transformou no ecossistema primordial para a manutenção do relacionamento entre marcas e seus consumidores, atuando fortemente na divulgação de conteúdos e até mesmo na realização direta de transações comerciais.

A onipresença da plataforma da Meta na rotina nacional é comprovada pelo fato de que 97% dos internautas brasileiros acessam o aplicativo pelo menos uma vez por dia. O nível de engajamento diário é tão elevado que 34% desse total afirma manter o aplicativo aberto durante o dia todo para ler ou enviar mensagens. Embora o telefone celular continue sendo o dispositivo prioritário para os acessos, a utilização voltada ao ambiente de escritório ou profissional consolidou ferramentas complementares na rotina, fazendo com que 77% dos usuários tenham o hábito frequente de utilizar a plataforma por meio do WhatsApp Web ou Desktop em computadores.

Apesar de o aplicativo inovar constantemente e lançar novos recursos de transmissão de dados, o público brasileiro ainda demonstra forte preferência pelas funções mais tradicionais de conversação e troca de mensagens. As ferramentas voltadas para a comunicação em massa ou difusão unilateral, por sua vez, enfrentam algumas barreiras de adoção e até mesmo de saturação por parte dos usuários. No caso dos grupos tradicionais, a adesão é um sucesso absoluto, contando com a participação ativa de 94% dos usuários mapeados pela pesquisa. No entanto, o volume excessivo de interações cobra o seu preço, visto que 73% das pessoas já saíram de algum grupo por considerar o fluxo de mensagens alto demais.

Os formatos mais recentes de centralização de conversas ainda buscam espaço no mercado nacional. As comunidades, que funcionam como agregadores de múltiplos grupos, ainda não decolaram totalmente devido à falta de conhecimento do público em geral, já que 43% das pessoas que não utilizam a função afirmam que simplesmente não conheciam o recurso. Cenário semelhante atinge os Canais do WhatsApp, promovidos como uma forma simples, confiável e privada de receber atualizações importantes de criadores e organizações. Embora 65% dos entrevistados declarem conhecer a funcionalidade, apenas 27% efetivamente a utilizam no cotidiano.

Falta de integração e APIs padronizadas

Apesar do potencial financeiro e de engajamento do WhatsApp no Brasil e de outros apps de mensageria no mundo, o mercado ainda enfrenta gargalos estruturais. A Juniper Research pontua que muitas operadoras e fornecedores de tecnologia móvel falham ao integrar canais sociais de forma nativa em suas ofertas omnichannel.

Isso ocorre, essencialmente, pela falta de APIs de mensagens padronizadas desenvolvidas pelas próprias redes sociais. Essa fragmentação limita o potencial das marcas. No entanto, o avanço da Inteligência Artificial (IA) Agêntica – sistemas capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma – deve acelerar a pressão para que o mercado adote e unifique de vez esses canais.

Com 147 milhões de usuários domésticos conectados (o equivalente a 99% da população online do país) , o mercado brasileiro não é apenas um reflexo das projeções internacionais da Juniper Research, mas um laboratório vivo onde o futuro do comércio conversacional está sendo escrito.

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