Entre os meses de janeiro e março deste ano, foram vendidos mais de 100 mil access point para o mercado corporativo e quase um milhão para o mercado residencial.
Cisco e HP brigam pela liderança do mercado de redes sem fio
“No primeiro trimestre deste ano, o mercado de redes sem fio não apresentou crescimento. Assim como os demais, ele está exposto às condições macroeconômicas do país e num cenário de desaceleração é natural que um mercado que crescia em média dois dígitos – em 2014 foram 18% de alta -, se retraia”, afirma João Paulo Bruder, gerente de Telecom da IDC Brasil. Outra justificativa para o desempenho, segundo Bruder, é que as empresas precisam investir em equipamentos mais robustos – e consequentemente mais caros – para dar conta de uma demanda muito maior na comparação com o consumidor final. “Isso explica a diferença de receita e número de equipamentos vendidos entre os dois. O ticket médio do mercado corporativo é bem maior”.
Em relação à velocidade, o gerente de Telecom destaca a migração do Standard N para o novo Standard AC, equipamento mais rápido e com maior alcance. No mercado corporativo, por exemplo, os roteadores Standard N (300MB por segundo) registraram queda de 23% – em 2014 representaram 66% das vendas e, neste ano, 43%. Já o Standard AC (1GB por segundo) cresceu de 13% para 40%. Para os consumidores finais, segundo Bruder, aconteceu o mesmo movimento: o Standard AC passou de 1% para 12% e o Standard N caiu de 92% para 88%. O ticket médio para as pessoas físicas neste primeiro trimestre ficou em US$ 26.
Para 2015, a expectativa da IDC Brasil em relação a este mercado é de alta de apenas 2% e crescimento médio até 2019 de 10%