O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou nesta quarta-feira (16) que o governo vai investir para melhorar as redes de fibra óptica herdadas da massa falida da Eletronet. Porém, ele disse que o governo ainda não decidiu o que fará com essas redes e não quis se pronunciar sobre o assunto para evitar “especulações” a respeito da reativação da Telebrás.
“O mais importante é que o governo está de posse e, estando de posse, ele tem segurança para investir. De que adianta eu ter essas linhas se não puder investir nelas? Então agora estou ciente de que eu posso investir, isso é um bom caminho”, afirmou Costa.
O ministro deseja que o governo disponibilize toda sua infraestrutura de fibras ópticas de maneira que possam ofertar o serviço em locais menos interessantes economicamente. O projeto é contra a proposta do governo federal, que cogitou em criar uma estatal e concorrer com as privadas, com o intuito de reduzir os custos de acesso à banda larga.
Hélio Costa, que esteve em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, também criticou a taxa de interconexão cobrada pelas operadoras de telefonia móvel para ligações entre empresas. Na opinião do ministro, essa taxa encarece o preço das ligações e deve ser renegociada.
Quanto à dificuldade de se conseguir redução tributária nos estados para a ampliação do acesso à telefonia e internet móveis, Hélio Costa considera que a redução da taxa de interconexão pode ser um instrumento de negociação.
“Não há intenção de reduzir carga tributária, mas eu acho que nós podemos fazer um esforço, tanto da parte das empresas de reduzir a taxa de interconexão, quanto dos governos estaduais e do governo federal. Se todo mundo diminuir um pouquinho, eu acho que a gente pode ter uma redução considerável na taxa de telefonia no Brasil”, afirmou.
O ministro informou que o Plano Nacional de Banda Larga deve ser divulgado até 20 de janeiro do próximo ano, conforme solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos objetivos da proposta é aumentar a conexão de internet de alta velocidade no Brasil dos atuais 19 milhões de pontos de acesso para 90 milhões até 2014.
Fonte: Agência Brasil