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Na era da IA, carreiras de qualquer profissão exigem adaptação responsável, afirma especialista da NTT DATA 

A adoção acelerada da Inteligência Artificial (IA) já é uma realidade decisiva no ambiente corporativo, transformando processos, profissões e o papel dos colaboradores dentro das organizações. Segundo Rodrigo Krüger, Director of Data & IA na NTT DATA, a discussão sobre o tema precisa ir além dos estigmas comuns e considerar a função real da tecnologia. 

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“Um dos equívocos mais frequentes é a ideia de que a IA vai roubar empregos”, afirma Krüger. “Apesar de automatizar tarefas e impactar determinadas funções, o objetivo principal dessa tecnologia é executar atividades que seriam impossíveis de concluir manualmente com a mesma velocidade e qualidade”. No setor tributário, por exemplo, ele destaca que grandes empresas dependem da ferramenta para processar centenas de notas fiscais por mês — algo que consumiria tempo de inúmeros profissionais. 

Ao incorporar a IA como parceira estratégica, as organizações conseguem liberar tempo, acelerar a tomada de decisões e fortalecer competências humanas voltadas à análise, estratégia e inovação. Isso exige dos profissionais um nível crescente de letramento digital, requisito que, segundo o especialista, já se tornou indispensável para quem deseja se destacar no mercado de trabalho.

Confiança é necessária, mas não cega 

Apesar das vantagens, Krüger alerta que o uso da tecnologia exige cautela. “A facilitação proporcionada pela IA não pode gerar uma confiança irrestrita”, afirma. Ele lembra que ferramentas autônomas também erram e dependem de maturidade operacional para entregar resultados consistentes.

Uma pesquisa divulgada pelo Gartner neste ano estima que 40% dos projetos envolvendo agentes de IA serão cancelados até 2027, muitas vezes devido a expectativas irreais, custos elevados ou falta de adaptação de processos internos. “A implantação dessa tecnologia é um longo projeto que demanda tempo, investimento e ajustes contínuos”, reforça.

O especialista também aponta que quando a confiança cega ultrapassa o bom senso, a tecnologia pode ser colocada em uma posição muito perigosa, assumindo decisões que deveriam permanecer sob responsabilidade humana.

É de extrema importância que todo profissional, independente da área, entenda que o ponto central não é “competir com a IA”, mas compreender como cada setor está incorporando essa tecnologia. A partir dessa clareza, torna-se possível desenvolver habilidades, trilhas de carreira e práticas que permitam uma colaboração saudável entre pessoas e máquinas.

“No ambiente de trabalho otimizado pela IA, a análise crítica humana e a responsabilidade continuam sendo essenciais”, afirma. “São esses elementos que garantem que a tecnologia permaneça no papel correto: o de apoio estratégico, e não substituto da capacidade humana.”

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