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Nova onda de ataques pode parar empresas em poucas horas

Empresas brasileiras enfrentam uma nova geração de ransomware, que vai além do sequestro de dados e agora busca a interrupção total das operações. Especialistas alertam: estar preparado é questão de sobrevivência. O que antes era apenas um ataque para bloquear arquivos e exigir resgate evoluiu para algo muito mais destrutivo.

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Os criminosos cibernéticos estão cada vez mais sofisticados. Segundo o relatório 2024 Unit 42 Incident Response Report da Palo Alto Networks, o número de ataques que exploram vulnerabilidades expostas na internet cresceu de 28% para 39% em um ano. Além disso, 86% dos incidentes envolveram algum tipo de disrupção operacional, reputacional ou ambas, evidenciando que o objetivo passou a ser causar o maior impacto possível.

É possível definir a evolução dos ataques de extorsão como três ondas:

Essa nova onda, que está ficando conhecida como Ransomware 3.0, visa impedir qualquer tentativa de recuperação, forçando empresas a pagar para evitar colapsos ainda maiores. O valor médio exigido de resgate subiu 80% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 1,25 milhão.

“Diferente das versões anteriores, o Ransomware 3.0 aposta na aniquilação digital. O objetivo não é mais apenas roubar informações e exigir pagamento, mas paralisar empresas inteiras, dificultando até mesmo a recuperação por meio de backups”, explica o especialista em cibersegurança Rafael Oneda, diretor de Tecnologia da Approach, integradora de soluções de TI para cibersegurança, conectividade e data center.

Empresas de diferentes setores já foram impactadas por essa nova onda de ataques. As ofensivas estão mais rápidas e mais agressivas. Diferente de métodos tradicionais que exigiam dias para se infiltrar, os hackers agora exfiltram grandes volumes de dados em menos de uma hora em quase 20% dos casos, segundo o mesmo relatório da Palo Alto. Isso reduz drasticamente a chance de reação por parte das equipes de segurança.

De acordo com o Global Future of Cyber Survey 2024, promovido pela consultoria Deloitte, houve um aumento significativo nos ataques de ransomware, com 75% das organizações globais afetadas, ante 60% em 2023, impulsionados por Ransomware-as-a-Service (RaaS) e táticas baseadas em IA. Além disso, as exigências médias de resgaste subiram para US$ 5 milhões, chegando a US$ 10 milhões por incidente. Apesar de 40% das vítimas pagarem resgates, apenas 65% recuperaram acesso total aos dados, evidenciando os riscos da cooperação com os criminosos. Setores como Saúde e Educação foram os mais visados, e a tripla extorsão (criptografia, vazamento de dados e DDoS) emergiu como nova tática. A adoção de estratégias como Zero Trust e backups imutáveis têm sido crucial para mitigar impactos.

Além das ameaças externas, o relatório da Palo Alto destaca três fatores internos críticos que favorecem a atuação dos criminosos:

Diante desse cenário, o especialista da Approach reforça a necessidade de estratégias robustas de proteção. Segundo ele, uma das medidas mais eficazes contra esse tipo de ataque é a imutabilidade dos dados de backup. Isso significa que as informações não podem ser alteradas ou apagadas, garantindo a recuperação mesmo após uma invasão.

Além disso, outras práticas são essenciais:

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