Aplicativos como 99 Taxis e iFood podem deixar de atuar em 90% dos municípios brasileiros, caso sejam obrigados a instalar escritórios em cada localidade.

Artigo: Você está pronto para a explosão dos aplicativos móveis?
Atualmente, as empresas de tecnologia recolham impostos sempre de acordo com as leis da localidade em que abrem suas sedes. Situação totalmente distinta é vivida pelos parceiros offline, que prestam serviços em locais físicos variados e recolhem Imposto sobre Serviços (ISS) sempre na cidade em que estes são efetuados.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de O2O (ABO2O), Yan Di, a mudança de cenário vai elevar a burocratização das empresas online e inibir a inovação e os investimentos no setor, pois leva insegurança jurídica a toda cadeia de empresas envolvidas. Ele ainda afirma que isso pode levar os apps a deixarem de oferecer seus serviços em municípios menores, “por não valer a pena arcar com os custos burocráticos adicionais”.
Segundo levantamento da ABO2O, entre as 100 cidades com mais serviços O2O disponíveis, apenas 10 municípios são grandes o suficiente para justificar novos investimentos burocráticos. “Isso poderia restringir a atuação das empresas de aplicativos apenas às maiores capitais, forçando a saída das empresas online de mais de 90% das cidades”, diz Yan Di.
No setor de transportes, por exemplo, cidadãos de mais de 400 municípios podem utilizar os serviços das empresas 99 Taxis e Easy Taxi. “Uma mudança no método como o ISS é recolhido pode tornar nossos serviços economicamente inviáveis nas cidades médias, praticamente restringindo-os a centros como Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma Jorge Pilo, CEO da Easy Taxi no Brasil.