Uma análise detalhada conduzida pelo Heimdall, unidade de pesquisa e inteligência da ISH Tecnologia, identificou a ascensão do grupo de ransomware The Gentlemen, que colocou o Brasil entre os cinco países mais afetados por suas operações. Ativo desde agosto de 2025, o grupo opera sob o modelo de Ransomware-as-a-Service (RaaS) e já vitimou mais de 140 organizações globalmente.
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O levantamento destaca que os criminosos concentram esforços em setores críticos como manufatura, tecnologia e serviços financeiros, onde a paralisia das atividades gera pressão máxima pelo pagamento de resgates.
Diferente de ameaças comuns, o The Gentlemen utiliza técnicas de evasão de elite para desativar as defesas de segurança antes de iniciar a criptografia dos dados. Segundo os pesquisadores da ISH, o grupo explora vulnerabilidades em drivers legítimos para obter privilégios máximos e “cegar” ferramentas de proteção (EDR/AV). Além disso, o malware exige uma senha manual para ser executado, uma tática desenhada para impedir que sistemas automatizados de análise identifiquem a ameaça preventivamente.
Para a ISH, o surgimento desse grupo sinaliza uma nova fase de sofisticação no cibercrime, onde as quadrilhas demonstram uma maturidade operacional preocupante, utilizando técnicas de evasão que antes eram exclusivas de grupos de espionagem estatal.
A agressividade da operação também se reflete na estratégia de dupla extorsão. Além de bloquear o acesso aos sistemas, o grupo realiza a exfiltração de dados sensíveis para chantagem posterior em portais na Dark Web. Diante deste cenário, o Heimdall reforça que a prevenção exige uma estratégia multicamadas: desde a auditoria rigorosa de serviços expostos e implementação de autenticação multifator (MFA), até o monitoramento de privilégios no Active Directory e a manutenção de backups offline e imutáveis, uma vez que a recuperação de arquivos sem a chave dos criminosos é tecnicamente inviável.
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