Na última quarta-feira, 03 de abril, a empresa de cibersegurança UpGuard revelou que 540 milhões de usuários do Facebook tiveram seus dados pessoais exibidos em servidores do serviço da Amazon na nuvem. Curtidas, comentários, fotos, músicas, informações sobre amigos, eventos e até reservas de voos e hotéis ficaram expostos, sem qualquer tipo de senha para acesso.
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Este vazamento viola a Lei de Proteção de Dados Pessoais (LPDP, também conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD), que entrará em vigor no Brasil oficialmente a partir de 2020, mas que já regulamenta a União Europeia (Regulação Geral de Proteção de Dados – GDPR, na sigla em inglês), os Estados Unidos (Lei de Privacidade de Comunicação Eletrônica – ECPA, na sigla em inglês) e alguns países da América Latina, como Chile, Argentina, Uruguai e Colômbia.
norma tem como objetivo garantir a privacidade dos dados pessoais das pessoas com regras sobre os processos de coleta, armazenamento e compartilhamento dessas informações. Na prática, o cidadão deve sempre autorizar e ser avisado sobre quais dados pessoais serão recolhidos e a finalidade envolvendo essas informações, entre outras obrigações. As empresas responsáveis por projetos que envolvem base de dados e inteligência artificial ou corporações que possuem aplicativos disponíveis na Internet, como é o caso do Facebook, terão que fornecer explicações aos usuários sobre essas decisões de compartilhamento ou vazamento de dados.
