A NXTV anunciou durante o Abrint Global Congress 2026 o lançamento da NXPOP, plataforma de mini-dramas desenvolvida para provedores de internet que buscam ampliar retenção de clientes e criar novas fontes de receita em um mercado cada vez mais competitivo.
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A novidade foi apresentada por Sérgio Mancera durante o painel “Streaming não é diferencial, é commodity. Como os ISPs ainda podem ganhar dinheiro”. A proposta da empresa é transformar o conteúdo em um ativo estratégico para os provedores regionais, em um momento em que a disputa do setor deixa de estar centrada apenas em velocidade e cobertura.
Segundo a empresa, o Brasil possui atualmente mais de 11 mil provedores em operação e vive um cenário de forte pressão competitiva, marcado pela guerra de preços e aumento do churn. Em cidades com maior concorrência, as taxas de cancelamento já ultrapassam 3% ao mês.
A NXPOP aposta no formato conhecido como microdrama — episódios curtos, de um a três minutos, desenvolvidos para consumo rápido em dispositivos móveis. O modelo já movimenta bilhões de dólares globalmente, impulsionado principalmente pelo consumo em redes sociais e plataformas mobile.
De acordo com Mancera, os provedores precisam buscar diferenciação além da conectividade tradicional. “O mercado de internet mudou. A disputa não é mais por velocidade, mas por retenção e valor percebido. Com o NXPOP, o provedor cria um hábito diário no cliente e fortalece sua relação com o assinante”, afirmou.
A plataforma será oferecida no modelo white label, permitindo que os ISPs disponibilizem o aplicativo com marca própria. A infraestrutura opera integralmente em nuvem, eliminando a necessidade de investimentos pesados em hardware, além de permitir enquadramento dentro do modelo de Serviço de Valor Adicionado (SVA).
Outro ponto destacado pela empresa é o posicionamento contra a pirataria de IPTV, oferecendo uma alternativa legalizada de entretenimento digital para os provedores regionais.
A estratégia também envolve valorização de produções nacionais. Segundo a NXTV, a ideia é transformar conteúdos produzidos no Brasil em diferencial competitivo para operadores locais, aproximando as narrativas do cotidiano dos consumidores.
A empresa acredita que a oferta de serviços agregados de streaming pode ampliar significativamente o tempo de permanência dos clientes nas bases dos provedores, além de abrir espaço para incremento de ticket médio em mercados já saturados pela competição de preços.
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