Neste artigo, Fábbio Munze Lopes reflete a respeito do futuro e das atuais mudanças na utilização de BI pelas corporações.
A pressão por resultados, o crescimento dos negócios e a caracterização do BI como uma ferramenta para gerar vantagem competitiva têm trazido uma grande disseminação do uso dessas ferramentas nas empresas. O BI deixou de ser uma ferramenta utilizada somente por funcionários altamente especializados e experts em manipulação de informações, e se disseminou para uma mais ampla base de usuários.
A sofisticação do uso do BI nas empresas é atestada pelo próprio uso das ferramentas. O Reporting, tradicional instrumento do BI, está perdendo espaço para a análise, previsão e otimização de informações. Devido à demanda, pressão ou popularidade, modelos preditivos e de algoritmos serão bastante requisitados, bem como ferramentas com In Memory Analisys, BI and Search, Real Time BI, BI com redes sociais e análise de conteúdo.
A pressão por ferramentas baratas e abertas aumenta no mercado, à medida que os orçamentos – sempre apertados – demandam fazer mais com menos.
O desafio para a área de TI é gerenciar os crescentes silos de informações de BI departamentais com o BI centralizado. Facilidade de uso, tempo de desenvolvimento de projetos, escala e performance, e o TCO da solução de BI são pontos focais em BI.
Como o BI é muitas vezes introduzido por departamentos, os indicadores acabam apresentando múltiplos números e, normalizar essas informações, não é uma tarefa fácil – além de aumentar os custos, a quantidade de pessoas envolvidas na ação é grande. Uma forma de trazer mais coerência à informação é a abordagem Top Down, que é a centralização da definição de indicadores em uma determinada área, e sua gestão, criando assim “uma única versão da verdade” na empresa.
Apresentamos a seguir alguns passos para melhorar o gerenciamento de BI:
. Necessidades de Negócio – O BI fica mais caro e amplo à medida que a organização for mais complexa e mais dados tiverem que ser analisados. Em determinados negócios, como o de serviços financeiros, o BI é fundamental para prover competitividade na tomada de decisões críticas.
. Softwares de BI – A propriedade de mais sistemas de BI, ao mesmo tempo em que atende as necessidades departamentais da empresa, aumenta o custo de propriedade do BI.
. Pessoas – Entram no cálculo os desenvolvedores de soluções e os usuários de BI. Ferramentas mais simples de administrar fornecem um menor custo de desenvolvedores, porém é importante analisar o trabalho do usuário – se ele simplesmente usa um Relatório ou Dashboard, ou se manipula dados em planilhas Excel. Nesse caso, o custo de usuário pode aumentar significativamente.
. Hardware – O custo inclui armazenagem, processamento e rede. Uma boa prática para reduzir esse custo é fazer análises críticas de relatórios de BI não mais utilizados – um processo de archiving e deleção pode trazer economias significativas.
. Dados – Inclui o custo para extrair, transformar e carregar informações em estruturas de dados (usualmente cubos), gerar processos de Data Quality e administrar as informações.
. Governança – Inclui o custo para o gerenciamento do ambiente de BI e as regras para sua operação, alinhando o software com as necessidades do negócio. Estabelecendo o processo de criação e gestão de indicadores, contratação de novas soluções, padronização e gestão da camada de metadados de BI.
Entenda também as diferentes visões dos stakeholders da organização sobre o BI:
. CFO – Redução de riscos de governança e aumento da eficiência. Compliance com as Normas Internacionais e minimização do TCO de BI.
. CEO – Padronização de processos e crescimento rápido. Eficiência nos processos e informação consistente para tomada de decisão rápida. Suporte à inovação.
. CIO – Simplificação do portfólio de TI. Arquitetura mais simples de implementar e manter, com consequente redução dos custos de BI.
Resumindo, o desafio das organizações nos próximos anos é lidar com severas demandas por novos sistemas de BI, mantendo a integridade das informações, além de gerenciar o TCO, entregando ao usuário aquilo que necessita, no tempo adequado.
*Fábbio Munze Lopes, fundador e diretor da Intech Brasil