A Oi já está estudando venda ativos de torres, data centers e fibra óptica duplicada e apagada. Segundo Rodrigo Abreu, diretor de Operações (COO) da Oi, estes ativos têm venda rápidas e podem gerar caixa para a empresa a curto prazo. Ao mesmo tempo, ele demonstrou interesse em investir nos leilões de frequência dos 700 MHz e do 5G.
Para CEO da Vivo, leilão de 5G não pode desfavorecer grandes teles
Abreu conversou com jornalistas hoje (30/10) após keynote na Futurecom 2019. Ele disse que o planejamento envolve de 500 a 1 mil torres, “um mercado que é interessado” e um número a ser definido de data centers (a Oi detém mais de uma dezena). O volume de fibra óptica não foi comentado pelo COO. Já a venda da Unitel, operadora angolana da qual a Oi tem participação, não tem novidades e a tele continua na busca por um comprador.
A participação nos leilões faz parte do plano estratégico da companhia e não está dentro do orçamento de CAPEX de R$ 7 bilhões anuais. “Isso (os R$ 7 bilhões) são para sustentar operação”, diz. Abreu diz que vai analisar a forma final do leilão e acredita que proposta ainda pode mudar bastante.
Operação no atacado
Em sua fala no keynote, o COO destacou a “vocação” da Oi em atuar no mercado de atacado de infraestrutura óptica. Este seria o terceiro segmento de atuação da operadora, sendo a oferta de fibra óptica e o setor de B2B os dois principais. “Móvel não é estratégia central porque a Oi pode fazer mais do que ser só uma operadora móvel. Não é nosso componente principal e não vamos apostar nossa companhia nele”, afirma Abreu.
Participe das comunidades IPNews no Facebook, LinkedIn e Twitter e comente as nossas reportagens.
