Serviço deve atingir US$ 19 bilhões até 2015.
Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (4) pela Pyramid, as receitas com dados móveis no Brasil devem quase triplicar nos próximos cinco anos, passando de US$ 6,9 bilhões em 2010 para US$ 19 bilhões em 2015. Segundo a empresa, a rápida adoção de banda larga e serviços de navegação móveis no País são os principais responsáveis pela boa projeção.
Segundo o relatório, a demanda por banda larga (especialmente móvel) no Brasil está subindo a uma taxa muito elevada. E essa demanda vem não só dos assinantes de banda larga fixa que querem mobilidade, mas também de classes sociais mais baixas e regiões periféricas, que não tinham acesso a conexões rápidas até recentemente.
“O mercado brasileiro de telefonia celular tem crescido nos últimos anos, apoiado pela entrada da Oi no maior mercado do País e por novos serviços, como o acesso pré-pago a dados móveis”, diz Vinicius Caetano, analista sênior da Pyramid. “As operadoras podem se beneficiar desse novo mercado oferecendo conexões de baixo custo incorporadas em netbooks ou laptops.”
Segundo Caetano, o mercado de celulares pré-pagos, dirigido as classes de médio e baixo poder aquisitivo, também deve crescer rapidamente. Chama atenção a tendência da população brasileira de adotar duas ou mais linhas móveis de diferentes operadoras. “Como as tarifas de linhas pré-pagas são consideradas caras, uma nova opção se formou: pessoas com mais de uma linha móvel, por meio de dispositivos com múltiplos cartões SIM”, diz Caetano.
Segundo ele, muitos usuários estão dispostos a fazer chamadas apenas dentro da rede de uma mesma operadora, com objetivo de obter descontos nas tarifas. Essas pessoas tem duas ou três linhas de telefone celular de operadoras diferentes. “Isso faz com que a penetração entre usuários seja de 83%, enquanto a penetração móvel global atinge 22%”, diz o analista.
Apesar de ter alcançado 100% em 2010, a taxa de penetração de telefonia móvel no País continua baixa, se comparada a outros países da região, como Argentina, onde ultrapassa 130%. No entanto, segundo Caetano, “a regulamentação obrigando as operadoras móveis a implantar serviços 3G em todo o País nos próximos quatro anos irá aumentar o número de usuários móveis, muitos deles utilizando mais dados”.
Para a Pyramid, as receitas de telefonia móvel no Brasil devem aumentar com as novas assinaturas, impulsionadas por novos usuários de dados. A demanda por serviços de dados móveis pré-pagos, hoje escassos no País, também deve movimentar o setor, reformulando o mercado de operadoras de telefonia móvel.