Empresa aposta em solução escalável e cobrada por número de usuários para conquistar clientes de concorrentes.

O ERP Cloud foi lançado nos Estados Unidos há dois anos e, segundo Luiz Meisler, vice-presidente executivo da Oracle América Latina, a demora para lançar foi em razão das adaptações da ferramenta a burocracia brasileira. “O momento também é perfeito devido à crise. Estamos com boas expectativas”, diz.
O executivo considera o momento bom porque o modelo de cobrança da solução será por número de usuários. “Essa é a grande vantagem para as PMEs (pequenas e médias empresas) que poderão contar com a mesma ferramenta utilizada pelo HSBC e General Electric (GE)”, afirma. “Nosso maior foco são essas empresas.”
Ainda de acordo com Meisler, a Oracle não distingue PMEs por setores, mas sim por expectativa de crescimento. Na visão dele, se a empresa pretende crescer, terá de adquirir um ERP mais potente para lidar com mais dados. “Comprar um SAP Hana sairá muito caro, então investir na nossa solução pode representar o melhor custo-benefício”, afirma.
O ERP Cloud, que também está disponível para outros países da América Latina, será indexada em moeda local. O plano da Oracle é alcançar 5 mil empresas com a solução na região até o final deste ano.
Nuvem no país ou fora?
Para o CEO da Oracle, Mark Hurd, o data center instalado no Brasil no ano passado não foi um condicionador para o lançamento do ERP Cloud. De acordo com ele, a infraestrutura baseada em Campinas (SP) fez parte de uma estratégia locas para aumentar a confiança dos clientes nas soluções da Oracle.
Já Meisler lembra que alguns países e setores da economia já exigem que os dados das empresas sejam locais, o que é uma vantagem para o Brasil. O problema surge nos países em que a Oracle não está presente. Nestes casos, a opção é o cliente adotar uma nuvem pública para rodar o ERP, enquanto os dados são guardados em uma nuvem privada.