Para tratar os sintomas da covid-19 em longo prazo, a i2b2 tranSMART Foundation, uma organização de pesquisa de capital aberto sem fins lucrativos, decidiu usar gêmeos digitais para realizar milhões de simulações de tratamentos individualizados. A intenção é determinar a melhor opção de tratamento para os pacientes reais, com base no histórico genético e no histórico médico.
Inicialmente, os pesquisadores usarão a rede de dados para alimentar os testes de 70 mil pacientes, simulações e análises, que serão compartilhados com o Consórcio 4CE, uma junção internacional de mais de 200 hospitais e centros de pesquisa, incluindo colaboradores de dados nos Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Cingapura, Espanha, Brasil, Índia e Reino Unido. Esse esforço tem potencial para se expandir com dados para até dois milhões de gêmeos digitais nos próximos quatro anos.
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Quem está dando suporte para o projeto é a tecnologia de infraestrutura da Dell Technologies, que está sendo usada para gerenciar o enorme volume de dados globais de pessoas contaminadas pela doença. Recursos computacionais, inteligência artificial, aprendizado de máquina e armazenamento são fornecidos pela empresa, que construiu um enclave de dados (uma rede segura de storage) composta pelos servidores Dell EMC PowerEdge e soluções de armazenamento PowerStore e PowerScale, bem como serviços de integração VMware WorkSpace One e Boomi.
Nessa arquitetura, os pesquisadores coletam, armazenam e analisam dados espalhados por diversos sistemas de monitoramento e registros eletrônicos de saúde e, no futuro, terão a capacidade de atualizar os gêmeos digitais com dados clínicos em tempo real, coletados por meio de monitores, ventiladores mecânicos e batimentos cardíacos.
Compreensão e tratamento de covid-19 de longa duração
Estima-se que 1 em cada 20 pessoas com covid-19 têm probabilidade de apresentar sintomas de longo prazo, que variam de fadiga profunda, névoa cerebral, dores de cabeça, arritmia cardíaca, febres e falta de ar. Os chamados long haulers sofrem do que é formalmente conhecido como Sequela Pós-Aguda de SARS-CoV-2 (PASC). Pouco se sabe sobre porque alguns continuam a ser afetados depois que o vírus deixa o corpo ou sobre os impactos de longo prazo.
Para saber mais, os institutos nacionais de saúde anunciaram recentemente a primeira fase de uma iniciativa bilionária de quatro anos para apoiar a pesquisa do PASC.
Pesquisas sobre essa condição exigem quantidades colossais de dados de pacientes. Trabalhando diretamente com o Consórcio 4CE, a Fundação I2b2 tranSMART apoiou a mobilização de dados de uma rede de mais de 200 instituições em todo o mundo. Para proteger a privacidade dos pacientes, todos os dados se tornam anônimos antes de serem submetidos ao Consórcio 4CE.
“Nesta fase, os profissionais da saúde estão abrindo novos caminhos, desenvolvendo e avaliando a eficácia dos tratamentos contra a covid-19”, disse o Dr. Shawn Murphy, membro do conselho da I2b2 e comanda a FundaçãoSMART. “Esta nova plataforma orientada por AI os ajudará a usar a explosão de descobertas de pesquisa para fornecer melhores cuidados e tratamentos de precisão para seus pacientes. Ao criar esses gêmeos digitais, estamos levando a pesquisa clínica a um nível totalmente novo.”
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