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Para Abinee, novas tarifas dos EUA causam preocupação e são injustificáveis

A Abinee volta a reforçar que as novas tarifas de 25% anunciadas pelos EUA aos produtos brasileiros, após a conclusão da investigação da Seção 301 da lei comercial norte-americana, são injustificáveis. “O momento é de muita preocupação, pois o mercado norte-americano é importantíssimo para o nosso setor”, diz o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato.

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Na opinião da entidade, o Brasil não adota práticas “discriminatórias ou restritivas” ao comércio com os norte-americanos. Após o início da investigação, em junho de 2025, a Associação encaminhou carta ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em apoio à manifestação da CNI ao mesmo órgão, refutando os argumentos dos EUA.

A Associação destaca a presença de indústrias de capital de origem norte-americana operando no Brasil e lembra que as regulamentações e práticas comerciais brasileiras estão em conformidade com as regras de comércio internacional.

A Abinee também volta a destacar que o fluxo de comércio no setor eletroeletrônico entre os dois países é superavitário em favor dos norte-americanos. Em 2025, os negócios com os Estados Unidos registraram saldo negativo para o Brasil de US$ 2,7 bilhões, com exportações de US$ 2,1 bilhões e importações de US$ 4,8 bilhões. O segmento mais afetado é o elétrico, com destaque para transformadores, motores e geradores e componentes para Equipamentos Industriais, que estão entre os itens mais exportados pelo setor ao mercado norte-americano.  Recentemente, a Abinee encaminhou ofícios ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) solicitando apoio para a inclusão dos produtos do segmento de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) na lista de exceções às tarifas decorrentes da Seção 301 dos Estados Unidos.

A entidade defende que a preservação do diálogo entre os dois países, mantendo uma tradição diplomática de cerca de 200 anos, alicerçada no intercâmbio comercial e cultural, com resultados benéficos para o desenvolvimento econômico e social de ambas nações.

A Abinee reforça seu compromisso com a defesa do setor produtivo nacional e acredita que o caminho diplomático, será fundamental para garantir a confiabilidade e previsibilidade que sempre pautou essa relação bilateral entre Brasil e EUA.

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